Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Utopias Concretizaveis

Utopias Concretizáveis é um espaço em busca de um mundo melhor, através dos sentidos, sentimentos e pensamentos da autora, nas suas reflexões intimistas e, quiçá, inspiradoras, marcadamente politizadas.

Utopias Concretizaveis

Utopias Concretizáveis é um espaço em busca de um mundo melhor, através dos sentidos, sentimentos e pensamentos da autora, nas suas reflexões intimistas e, quiçá, inspiradoras, marcadamente politizadas.

14
Ago19

Modelos de vida

role model.jpg

Alguém falou que somos produto das cinco pessoas mais próximas com quem nos relacionamos.  Ainda que o número de pessoas com quem proximamente nos relacionamos conte, a nossa personalidade também. Por isso, desde pequenos, os nossos modelos são, naturalmente, os nossos pais, no entanto, todo um conjunto de circunstâncias faz parte do crescimento, do nosso crescimento da fase infantil até à fase adulta e, do nosso crescimento e enriquecimento interior, na demanda por paz, sabedoria, alegria e  busca pelo sentido de vida. Todos nós desde cedo deveríamos, para lá dessas supostas 5 pessoas que nos influenciam profundamente, ter um modelo a seguir, não sendo, necessariamente alguém cujo reconhecimento seja público, seja notório, basta ser notável. Devemos, desde cedo e sabiamente escolher o nosso modelo a aspirar, as pessoas com quem nos damos, os livros que lemos e de que forma usamos o nosso tempo, afinal, um dos nossos bens mais preciosos e tão subvalorizado. Fundamental é definir metas, alcançar objectivos, um a um, de acordo com a evolução lógica da nossa idade, de acordo com as nossas circunstâncias, mas saber que nada é impossível, que a luta deve ser infinita e que só o Bem nos tem que guiar. A reflexão diária, a gratidão e o optimismo são os ingredientes necessários para termos a sorte de nos tornarmos orgulhosamente os nossos próprios modelos, e de nos sentirmos felizes e satisfeitos conosco próprios, simultãneamente inspirando outros, e, na dialética de opiniões, fazer avançar o mundo para um caminho melhor, para um caminho com menos guerras, com menos ódio, com menos inveja, com menos futilidade, com menos mesquinhez. Todos os dias, cada dia, é uma oportunidade para seguir o caminho do futuro, o nosso melhor caminho se formos o nosso próprio modelo. Nunca, nunca nos devemos encolher perante o futuro presente chorando o tempo do medo passado. Sem medos, em frente, no caminho do Bem, tenhamos um modelo e sejamos aquela pessoa com quem os outros desejariam ter em constante companhia nos seus ensinamentos. A vida é um sopro e é imprescindível termos e seguirmos os nossos modelos, afim de  nos podermos encontrar neste emaranhado curto de tempo/espaço, como se de uma partícula de Heisenberg se tratasse. 

09
Ago19

Cultura Universal

hug-earth-in-cosmos.jpg

A sabedoria acumulada da Humanidade deveria já ter ensinado do facto de ser necessário estabelecer em todo o planeta, enquanto denominador comum, uma cultura para a paz, uma cultura para o bem, uma cultura para a alegria, uma cultura pelo  conhecimento. Porém, a Humanidade conheceu retrocessos ao longo da sua história e criou dogmas gigantescos que em nada coincidem com a sabedoria acumulada da humanidade. A enculturação pessoal feita desde o berço deveria ter estas características que são qualidades que fazem sobressair o indivíduo e fazê-lo crescer. A maior parte das vezes não é isso que acontece, por causa dos dogmas. A vida de um ser humano tem todo um conjunto de circunstâncias, toda uma história, feita de histórias diárias, muitas vezes de sofrimento desnecessário, muitas vezes de enculturação mal direcionada. Nós mesmos somos exclusivos e na nossa exclusividade reside a nossa diferenciação dos outros, reside a construção das nossas histórias e dos nossos circunstâncialismos. Somos donos do nosso destino, decisores das nossas acções e tudo o que geramos tem a correspondente reacção. É aqui que reside o nosso busílis interior. Diariamente, que caminhos escolher? A solidão e o nosso saudável convívio com nós mesmos faz parte desta necessidade de reflexão serena. Algumas pessoas nos abandonam, porque pardais não acompanham águias, por isso temos de perceber quem somos, para onde vamos e quem nos acompanha. Se a nossa cultura universal for a cultura correcta, então, quem nos acompanhará serão os nossos semelhantes, que conosco partilham e apoiam.......tudo.....o que somos e para onde vamos....vamos semear a bondade, a paz e a alegria, sobrevoando este mundo maravilhoso na perfeição da sua criação. Abracemos

06
Ago19

A uberização do mundo

robot.jpg

A digitalização traz consigo oportunidades e progresso mas traz também questões de dificil resolução. O esmagamento dos direitos sociais um pouco por todo o mundo especialmente acentuado na Europa do modelo social europeu, traz incertezas permanentes e precarização laboral, entre outro tipo de precariedades. A uberização do mundo significa assim que os trabalhadores, sobretudo no sector privado, vêm-se a braços com a instabilidade diária, sendo contratados por um dia e jogados fora no dia seguinte. Usados de forma intensíssima quando contratados, sobrehumanamente explorados, em termos de esforço exigido e explorados em termos remuneratórios. Ora as repercursões para a coesão social são enormes. Por outro lado, assistimos à classe trabalhadora dos sectores publicos dos Estados a reivindicar (e bem) os seus direitos sociais. Porém, a digitalização afecta todos. Se por um lado, no sector privado se verificará cada vez mais o modelo de contratação Uberiano, por outro lado, no sector público, a digitalização trará uma menor necessidade de recursos humanos a laborar para os Estados. A par da diminuição substancial de funcionários publicos será visivel o nascimento do cidadão-utilizador. O cidadão será o responsável pela tramitação de todas as suas relações burocráticas com o Estado. Ora isto significa que num curto período de tempo as convulsões sociais pela falta de trabalho se vão acentuar. Milhões e milhões de humanos irão ficar sem trabalho, sem rumo, sem comida e o Estado não conseguirá acudir a todos de acordo com o actual modelo de sociedade. Se os dinheiros públicos têm de ter um rigor absoluto na forma como são gastos perceber que tipo de sociedades queremos é o maior desafio que se nos coloca actualmente, em qualquer parte do mundo. Os Estados só poderão saber gerir com sabedoria e visão de futuro em sociedades esclarecidas e mais coesas. Nenhum Estado consegue travar o futuro, mas a visão economicista dominante não ajuda ao caminho da Humanidade, cada vez mais científica e tecnológica. Os próprios governantes poderão ser facilmente substituídos por robots dotados de inteligência artificial a gerir as máquinas estatais. Esperemos que os robots sejam humanos, a bem dos humanos.

05
Ago19

As balanças do dinheiro

Huge-amount-of-black-money-unearthed.jpg

Dinheiro. O impulso que move o mundo. Desconhecemos como era  a vida imediatamente antes de existir dinheiro e de como se tornou imediatamente depois de surgir o dinheiro, não sabemos quem o criou mas sabemos que veio facilitar as trocas de bens, que é, afinal, a sua finalidade, bens materiais mas também bens imateriais. Sabemos sim, através da observação empírica, que o mundo se move pelo dinheiro, para o dinheiro. E que o dinheiro, tal como o poder, enlouquece, e em excesso, enlouquece absolutamente, como o poder. As disparidades na distribuição de riqueza entre os mais ricos, de cada Estado, ou de cada Nação, ou do planeta e os, respectivamente mais pobres é absurdamente ininteligível, estúpida, inenarrável e tudo o mais que se possa pensar/sentir. Possuir um bem seja ele qual for dispendendo quantias exorbitantemente superiores ao seu custo real é irracional e estapafurdico. Pagar 2 milhões de dólares por uma fotografia (ainda esta semana aconteceu), pagar por um automóvel milhões, pagar por um simples pijama centenas de dólares é estúpido, porque a finalidade é a mesma, expor um objecto de arte/decorativo, ser levado num veículo de um lado para o outro, ter o corpo coberto de trapos que nos aquecem, ou qualquer outra finalidade que os bens materiais nos possam trazer (ainda que haja bens que nem finalidade têm). A única distinção é a afirmação (ou necessidade dela) através da ostentação abusiva de estilos de vida ocos e vazios de sentido. Não é menos ser humano aquele que veste uma t-shirt gasta pelo uso de 2 dólares do que aquele que a acabou de comprar numa qualquer marca de luxo pagando dezenas de dólares pelo mesmo bem, pelo bem exactamente igual, fabricado, eventualmente, no mesmo sítio, mas cuja diferença reside nas cabeças impensantes. Curioso, talvez, seja poder dizer-se que, por exemplo, um emblema, símbolo, imagem ou marca de um país, como a França, seja precisamente esse, do luxo, do requinte, trazido por uma adolescente castrada e vazia com gostos caros, como  foi Maria Antonieta, mas a sua cabeça rolou gilhotinada precisamente pelo excesso. O nascimento de uma industria determinada nasceu com os excessos de um e a pobreza, miséria e fome de milhares.....Tal como hoje. No mundo só existe ainda fome porque.....não rolam cabeças.....O dinheiro enlouquece, o dinheiro em abundância enlouquece absolutamente. Os fins, esses, são iguais, para rico e para pobre: satisfazer necessidades. Temos de lutar por satisfazer as necessidades mínimas de quem nada tem, a dignidade é um valor que dinheiro nenhum compra, ou o temos para conosco e para com os outros, ou não somos dignos na nossa forma de ser. As balanças do dinheiro nunca podem pender para extremo nenhum.

04
Ago19

Bem e Justiça

virgin_of_the_apoclypse1.jpg

Desengane-se que o Bem e a Justiça são premissas conceptuais que andam de mãos dadas...Aparentemente poderia ser assim, no entanto, os mesmos não se confundem. Se o bem se paga com o Bem a Justiça paga-se com o mal. É na existência deste contraponto do bem que resulta a necessidade da justiça. No entanto nem tudo o que é justo pode ser bem. O bem sendo mais abstracto e mais lato dá azo a que sejam feitas análises mais rigorosas, pelo facto de este resultar da sua característica inata apriorística. Por outro lado, a justiça nunca é apriorística e muito menos inata, sendo sempre avaliada no caso concreto. O que é justo pode ser oposto ao conceito que o bem representa, ou pode, não sendo oposto, não se lhe equivaler. Porquê? Porque tanto a justiça resulta de concepções culturais e sociais dominantes como também se torna o resultado das acções concretas dos homens em sociedade. Historicamente o poder sempre se encontrou totalmente afastado da concepção do bem, nota-se isso não só pelo faustoso estilo de vida da exígua classe dominante em contraste com os sofrimentos e dificuldades dos seus(?) povos, como também pela exclusiva preocupação de manter o poder na concretização da justiça enquanto instrumento egoísta da manutenção do status quo individual. Daí floresceu a diplomacia, a negociação das trocas, de bens, de favores, de pessoas. A doença do homem, o egoísmo, pode ser a sua própria morte, em vários sentidos. Em sociedades (e pessoas) que acentuam essa doença o bem, e, por consequência, a justiça, andam mais longe de alcançar e mais afastadas também uma da outra. Quando se faz pelo próximo um imenso nada não se percebe que é um imenso nada que fazemos por nós próprios. Vários estudos e várias personalidades têm alertado para este pensamento errado, para esta doença sem alma, porque dar só por si enriquece, e também se dá para se receber . Dar...atenção....dar um abraço....um beijo, dar um pão, dar um livro, dar tantas outras coisas é curar a enfermidade do egoísmo. Dar é a forma como cada um de nós consegue mudar o mundo, disse também Clinton. O bem florescerá,.... acima da justiça e sem necessidade desta.

02
Ago19

Completude

Image.jpg

A completude do ser humano só se pode dar por três vias: saúde, educação e segurança. A saúde de qualquer ser é o busílis para tudo o que é possível empreender na vida, sem saúde, seja ela mental, seja ela física, seja a sua falta temporária ou permanente, é imprescindível, para o ócio ou, sobretudo, para o trabalho. Daí que a promoção de políticas de saúde sejam o factor principal que deve ser desenvolvido, independentemente da cultura onde os humanos se inserem, em primeiro lugar porque é através da promoção da saúde e da criação de hábitos regulares saudáveis desde a infância que, por um lado impedem a enfermidade do corpo (e da mente) e por outro não sobrecarregam as sociedades em vários domínios. Acredito que posso ter uma visão onde pende mais a balança da responsabilização e menos a da liberdade, ou seja, uma visão que coloca o interesse comum, aliás, a sabedoria milenar, em detrimento de um pouco menos de liberdade ou de pelo menos de uma liberdade com custos de responsabilização. O outro ponto basilar é a educação. A educação não vista apenas no seu sentido mais comum mas igualmente no seu sentido mais lato, no sentido de possibilitar o crescimento, o conhecimento do indivíduo na sua relação com si próprio e com o mundo que o rodeia. O pensamento desenvolvido pela aquisição de conhecimentos, a criatividade, e outras características inerentes ao intelecto devem poder desenvolver-se na sua plenitude e na sua infinitude, sem barreiras. O terceiro é o pilar da segurança, da segurança em sentido literal, da segurança externa, física, mas também da segurança interna, da necessidade de satisfação dos interesses básicos de qualquer ser humano, ou seja, a promoção de dignidade para qualquer ser humano. Todos estes três pilares devem ser assegurados pelo Estado, não obstante, a percepção de que todos estes pilares são sorvedouros sem fundo e de que é necessário sensatez, sabedoria, rigor, visão na concretização da satisfação destes pilares, pelo Estado, pelo cidadão, a bem do Estado e, sobretudo, a bem do cidadão, a caminho, sempre, da sua completude. Esta é a finalidade para se poder alcançar a felicidade e o sentido da vida.

Mais sobre mim

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

Arquivo

    1. 2024
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2023
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2022
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2021
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2020
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2019
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D