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Utopias Concretizaveis

Utopias Concretizáveis é um espaço em busca de um mundo melhor, através dos sentidos, sentimentos e pensamentos da autora, nas suas reflexões intimistas e, quiçá, inspiradoras, marcadamente politizadas.

Utopias Concretizaveis

Utopias Concretizáveis é um espaço em busca de um mundo melhor, através dos sentidos, sentimentos e pensamentos da autora, nas suas reflexões intimistas e, quiçá, inspiradoras, marcadamente politizadas.

27
Set19

A boca do sistema é a morte certa

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A repetição é o amor mais próximo da monotonia mas é também a certeza do afogamento de nós próprios e das nossas capacidades, pelo sistema, pela conjuntura, pelo medo! É, por isso, vital quebrar o ciclo. A nossa melhor versão estará sempre na nossa superação, na nossa inquietação, na nossa inconformidade, na nossa luta, na concretização do nosso ser através dos comportamentos e das valorações que fazemos ao longo da vida. A falta de visão, a falta de sonho e o quotidiano acabam por toldar o espírito crítico numa acomodação (in)consciente de um mundo previsível. Aquele que faz sempre a mesma coisa da mesma forma, obterá sempre o mesmo resultado. É preciso, desta forma, uma acção rápida de mudança, de enfrentamento do desconhecido, de saída da rotina do dia seguinte igual ao dia anterior até ao último previsível. Essa mudança pode ser canalizada para o infinito, pois, nem  este tem limites, apenas o passado constrange uma história sonhada mas não concretizada, pois o arrependimento naõ colhe, porque o futuro é agora, e agora importa lutar contra o colete de forças que nos amarra, o aquário que nos aprisiona, pelo que há um oceano de oportunidades desconhecidas, de crescimento infinito, de futuro feliz dentro de cada um de nós. Saber exactamente o que se quer é fundamental para ter consciência, precisamente, de que a boca do sistema é a morte certa, e, ainda que esta seja certa sempre, o sistema, a sociedade, os constrangimentos mais insignificantes devem ser ultrapassados afim de se sonhar a concretização do melhor do mundo, do nosso mundo, para nós, não temos de deixar a vida passar por nós, temos antes de fazer cumprir os nossos sonhos e esse é o nosso desígnio, a iniciar sempre, em qualquer momento, porque cada dia é uma nova oportunidade para tal. Não nos deixemos engulir pela força dos dias, antes façamos deles tudo aquilo que almejarmos. O tempo é curto.

21
Set19

Mudança em acção

Climate-change.jpg

As alterações climáticas estão na ordem do dia em todo mundo por força da força da mãe natureza. Em Portugal, a passada semana verificou-se um aspecto peculiar na sociedade portuguesa. Por um lado as pessoas estão consciencializadas (pelo menos aparentemente) da necessidade de alterar comportamentos, mas por outro mostram um conservadorismo e uma resistência gigantes a mudar os seus próprios comportamentos. Vem isto a propósito da eliminação da carne de vaca das cantinas da UC. Evidentemente que é um acto simbólico, pela sua irrelevância na contribuição para o agravamento da destruição planetária. A minha posição é a de taxação de produtos alimentares mais poluentes, aqui e na China (no caso, na Argentina, maior consumidor per capita de carnes vermelhas), e alteração drástica de hábitos alimentares com re-educação dos mesmos e possível impacto económico positivo desta alteração nas economias mais desenvolvidas. Sempre afirmei que a Cimeira do Clima de Paris estava aquém do necessário esforço para travar estas alterações climáticas. A globalização tem de dar lugar à globolização, ao cuidar do planeta como se fosse (que é) o nosso bem mais precioso, o nosso amor de toda a vida, porque sem planeta, o que há é morte. Mas é preciso ter esperança e não pensar/sentir tal como Sísifo, que estamos condenados até à eternidade a travar uma luta aos quais iremos sair sempre derrotados. As alterações climáticas não são a nossa pedra que transportamos até ao cimo da montanha, ou pelo menos, não o podemos encarar dessa forma deseperançosa. A acção humana, a alteração de comportamentos da humanidade não basta, até porque a Humanidade está em crescimento numérico. É preciso investigar soluções científicas que travem a escalada de horror que verificamos no dia a dia, com a destruição da fauna e da flora mundiais, dos ecosistemas, da vida das espécies. Não pode ser. É preciso mudarmos a nossa pegada ecológica, é preciso agir, é preciso exigirmos soluções à comunidade científica e, sobretudo, aos actores políticos, e é preciso fazê-lo já!!!

16
Set19

Triste dom

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      "...Apetece chorar, mas ninguém chora.
Um fantasma levanta
A mão do medo sobre a nossa hora.
Apetece gritar, mas ninguém grita.
Apetece fugir, mas ninguém foge.
Um fantasma limita
Todo o futuro a este dia de hoje..."

8 biliões. Um grão de areia vazio. O dom de ver o futuro com precisão assustadora, o fim e caminho doloroso, o passado, passou....ensinou....8 biliões todos distintos, 8 biliões infinitos de busca de aprendizagem e inspiração, de preserverança, de luz, de luta, de fé, de alegria, de sentido. Juntam-se como as estrelas no céu infinito para serem contempladas pelo coração, a razão assim o quis, o dom o interpretou. Nenhum fantasma limite nenhum futuro, pois se ninguém grita, gritemos, se ninguém foge, fujamos, da lucidez do dom de ver as realidades que não quereremos sentir, as realidades gravadas muitos anos antes, que a infeliz sabedoria te carrega de cegar.

15
Set19

Melhor amigo

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O melhor amigo do homem poderia muito bem ser o cão, o ser domesticado pelo homem para lhe fazer companhia, dar alegria e fidelidade sem pedir nada em troca, mas não é. Ainda que os animais de estimação sejam produto de uma necessidade inconsciente do ser humano em dar amor a outros animais que não os da sua própria espécie, a outros seres, amor instrínseco na natureza humana, o melhor amigo do homem é o livro. Pelos livros nos construímos enquanto pessoas, ora encarnando as personagens dos livros ficcionais que lemos ora adquirindo conhecimentos que podem num ápice mudar a nossa vida para melhor, ora simplesmente nos transmitindo paz de espírito ou sofregando curiosidades nos nossos tempos de ócio, ou de trabalho/estudo. Os livros fazem companhia, submergem-nos e focam-nos noutros mundos, noutras histórias, noutras experiencias acumuladas e partilhadas pela arte da escrita e altruísmo do seu autor. O livro é a obra que permanece para além da nossa presença física no mundo terreno, tornando-se eterno e imutável. É pelo livro que o conhecimento acumulado da humanidade se perpetua...o nosso melhor amigo, resgata-nos da solidão e acompanha-nos enquanto o lemos, modificando-nos, fazendo-nos parte de si. Era preciso uma vida inteira só para nos dedicarmos aos nossos amigos, infelizmente não a temos, saibamos escolhê-los bem, porque os amigos também se escolhem, ficam aqueles que achamos merecedores disso mesmo, da nossa amizade. Uns poucos guardo no coração, relendo com ânimo em busca de algo.

15
Set19

Realidade real

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Socialismo é dar a cada um o mesmo ponto de partida para que cada um consiga o seu ponto de chegada, a sua meta, o seu sentido, através do caminho da vida que foi percorrendo de acordo com a sua personalidade e as suas agrilhoantes circunstâncias, umas maiores outras menores, porque a liberdade não é um valor absoluto. O mundo vende uma mentira ao mundo. A realidade apresentada é distinta das realidades vividas. A arte do engodo está bem assente nas raízes actuais. Pensar é um luxo da lucidez concretizada para e por alguns. A realidade é a mentira em que assenta a sociedade. No concreto essa mentira observa-se na observação céptica à resposta: Onde pára o dinheiro? Vejamos: se olharmos ao nosso redor, num exercício simples, todos os objectos materiais que vemos foram adquiridos, comprados, custaram dinheiro. Se saírmos à rua observamos que cada carro que passa, cada casa por que passamos tem um proprietário, foi adquirida, teve um valor monetário. Fazer este exercício tanto dentro da nossa própria casa como fora de casa, numa grande cidade, num país, numa megalópole, no mundo, leva a perceber que algo de errado se passa.  Onde está o dinheiro? Quanto valem todos os bens materiais existentes no mundo? Quem os detém? Num país como Portugal (um país de serviços) este exercício demonstra as assimetrias gritantes das iníquas e infortunas desigualdades. Actualmente, viver em Portugal significa que o gasto que se tem por mês, (para sobreviver: em alimentação, 200 euros; em transportes, 50; em tecto, 400 euros, mais 50 para bens básicos como tv e internet, 30 para te vestires, 50 para despesas de saúde, 50 para despesas correntes, verificas que o salário mínimo nacional não chega nem para sobreviveres! se quiseres viver, aforrar, ter uma vida digna precisas do dobro...) é incomportável para assegurar valores como a dignidade, a liberdade e o direito à vida. Porém, o ludribriar vendido das sociedades actuais consegue uma inércia infinita sob uma falta de reflexão do passado, do presente e do futuro. As elites mundiais, as pessoas ricas do mundo vivem carregando o fardo da miséria do mundo, o fardo da destruição do planeta, o fardo da sua própria incompetência narcísica. Os governados estão sujeitos aos espíritos fracos mais negros que existem, espíritos que deambulam nos seus corpos cobertos de sangue, de suor e de lágrimas, de pessoas verdadeiras, concretas, de pele e osso, e provavelmente muito mais inteligentes, lucidas e boas do que eles. O triunfo dos porcos não se concretiza necessariamente, espíritos livres e luminosos ainda existem no plano terreno dos detentores de capital deste mundo, muito poucos, infelizmente. São esses que nos devem inspirar. Inspirar para reflectir acerca do sistema, e mudá-lo, porque o inicio da jornada deve ser igual para todos, e o sistema precisa de ser mudado com a máxima urgência, já!

14
Set19

Angustia reveladora

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Empatia é a capacidade de se colocar no lugar do outro, de o escutar, de sentir o mesmo que o outro, de viver o mesmo que o outro. Numa sociedade doente, em que o individualismo se exalta face aos valores imperantes, em que o sistema económico assenta numa lógica de modelo capitalista em detrimento de um modelo felicista (um modelo na qual a fecilidade, valor de um bem económico imaterial bastante escasso totalmente esquecido), a sociedade artificialmente produz tudo fake. É tudo falso, numa imensidão de gente quando te sentes completamente sozinho.  Não és o único estrangeiro no mundo, mas a luta pela percepção de que o teu mundo pode ser melhor e tornar-se melhor com a acção de outrém, transforma a tua infelicidade momentânea numa infelicidade permanente. Na desilusão da realidade falsa que observas à tua volta. Na concretização de pensamentos que julgavas ler só nos livros e nunca os sentir na pele. Porque olhas, estás só, és estrangeiro, na tua dura realidade. Solução?

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