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Utopias Concretizaveis

Utopias Concretizáveis é um espaço em busca de um mundo melhor, através dos sentidos, sentimentos e pensamentos da autora, nas suas reflexões intimistas e, quiçá, inspiradoras, marcadamente politizadas.

Utopias Concretizaveis

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30
Nov19

New green bullshit

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Foi aprovada em Estrasburgo esta semana a próxima Comissão Europeia e o seu projecto para 5 anos assente num chamado "new green deal". Em tempos de turbulências mundiais, de falta de visão, de descontentamento por falhas nos sistemas que correspondem a exigências legítimas de menos desigualdade, manifestados pela ascenção dos populismos e da extrema direita, eis que, o umbiguismo deste bloco económico em que vivemos se lembra de atirar areia para os olhos dos seus cidadãos manifestando preocupações que nunca teve, por um lado, e, dando palco (oculto) e força aos lóbies económicos que realmente mandam na UE, sejam os lóbies da banca (que já há muito entrou nos "investimentos" do mercado de carbono), sejam os lóbies da industria automóvel, alemã sobretudo, sejam os lobies das restantes industrias emergentes da área das energias. A União Europeia (desde há mais de duas décadas tomada pelo poder alemão) tem vindo a dar muito pouco em troca do que antes exigiu que os Estados abdicassem. O desequilíbrio é manifesto. A gestão de uma organização supra-nacional deste bloco regional feita com apenas aproximadamente de 1% de toda a riqueza criada dentro desse espaço económico é o busílis do absurdo, ainda para mais quando se discutem décimas e centésimas desse orçamento comunitário. A desilusão da prioridade apresentada é enorme! Não porque ela não seja efectivamente uma prioridade, mas sim porque ninguém vive do ar, mas sim porque as desigualdades têm sido a base para a grande maioria das maleitas das sociedades. E essas desigualdades nunca foram combatidas, precisamente porque a história da UE tem sido uma história de lutas internas permanentes de todos contra todos, fazendo atrasar e recuar este bloco regional, face aos avanços verificados no global, em termos económicos. Boas intenções só para ouvidos leves, ouvidos duros não se deixam iludir. Acentuar-se-ão os problemas europeus existentes, uma vez que é impossível concorrer e avançar com o resto do mundo fazendo exigências (internas) e externas, que não bastam para resolver os problemas mundiais. As cláusulas dos direitos humanos inscritas nos acordos comerciais não produzem efeitos se não forem acompanhadas por uma pedagogia cultural (que não de superioridade) desde a sua raíz, o green deal não produzirá efeitos (mesmo que toda a UE altere os seus comportamentos quotidianos de consumo de bens e serviços e o seu paradigma energético) se não fôr acompanhada nessa trajectória por todo o mundo, porque a poluição não conhece fronteiras. A UE (que se confundirá com a Alemanha) está a tornar-se um museu/lar de idosos inacessível e fechado ao resto do mundo, tentando despir-se de questões ambientais....mas isso não acontecerá. Não haverá nenhum new green deal, só tolos acreditam nisso. Haverá sim, mais poder para os mais fortes, mais desigualdades, e uma bolha: a bolha que agrilhoa as lutas necessárias a fazer, contra o capitalismo selvagem, contra homens que se julgam deuses, contra os seus indescritíveis e muito secretos (vá-se lá saber porquê.....) estilos de vida (?), contra....a miséria humana, a miséria que vem destruindo este planeta. É preciso seriedade a tratar dos assuntos da nossa casa, da casa comum....não existem fronteiras para lá do planeta. É preciso mudar, é preciso sentido crítico, é preciso abrir os olhos, para nunca nos deixarmos manipular, é preciso os mais fracos unirem-se, o caminho é muito longo, mas há sempre esperança de construir um mundo melhor. Esse mundo é possível....

08
Nov19

Sem nada com muito

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As desigualdades e a pobreza levam as pessoas à exclusão total das sociedades, à propensão para a manifestação maior de doenças e a comportamentos que a lei considera como criminosos. Mas não serão esssas sociedades desiguais as maiores culpadas destas realidades? É incálculável o sofrimento de quem passa fome, de quem passa frio, de quem vive na rua, de quem vive abandonado na sua casa porque o colectivo não se preocupa em ser agregador e inclusivo, pese embora algumas pessoas achem que isso é tarefa das igrejas. Não é. As igrejas devem ser tão somente espaços de liberdade de culto e de enriquecimento espiritual. Infelizmente, atirar responsabilidades para os outros e tapar os olhos ou virar a cara é uma constante individual de um colectivo doente. Quando o Estado é forte, consegue atenuar as diferenças entre classes, ou melhor, entre cidadãos e minimizar o sofrimento de quem nasceu condenado desde então. Porém, os Estados não se têm mostrado fortes. Não há políticas públicas de erradicação da pobreza e de minimização das sociedades, e isso é visível em qualquer parte do globo, tal como não há premissas essenciais para um harmonioso desenvolvimento colectivo, tais como a pedagogia e a inclusão através do empoderamento das instituições sociais mais pequenas e mais próximas dos cidadãos, sejam elas de cariz institucional civil, religioso, associativo ou outras. A falta de respeito dos Estados para com o dinheiro dos contribuintes, a sua inoperância e ineficácia é um dado adquirido. Os Estados gastam (e como gostam de gastar em obras materiais, visíveis! mas não tão imprescindíveis quanto isso) e, por vezes, alguns tentam gastar da melhor forma, aliás, dentro do espaço comum europeu o princípio da subsidiariedade mostra isso mesmo: deve aplicar-se o dinheiro da forma que ele pode ser mais bem utilizado, sendo que o levantamento das necessidades reais de cada comunidade se faz no terreno, em trabalho de campo. Porém, os Estados não lembram quanto custa o dinheiro a ganhar aos contribuintes: o valor/hora. Acaso saberiam os Estados aplicar muito melhor os dinheiros de todos para o bem comum se soubessem quanto custa a ganhar uma hora de trabalho, remunerado pelo mínimo, em cada um dos seus territórios? Acaso o Estado Português saberia gerir-se melhor, tendo a consciência de que uma hora de trabalho rende cerca de pouco mais de 2 euros ao trabalhador? Então, como faz aplicar reiteradamente os seus recursos em benfeitorias volumptuosas, quando, aos olhos da lei, é criminosa uma mulher sem abrigo que abandona o seu bem mais precioso? Onde está o bem comum? Onde estamos nós enquanto colectividade? O que queremos para nós? O mesmo que o Estado quer para ele? Gastar superfluamente? Vamos meter inocentes na cadeia enquanto compramos as nossas carteiras prada e os nossos teslas? Vamos continuar a assistir ao sofrimento dos seres humanos, que muito passam na vida, e muito sabem sobre a mesma, passam por ela sem nada mas com muito? É preciso reflectir.

01
Nov19

Luz em mente

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Chocada! É assim que me tenho sentido nos últimos tempos com a mentalidade troglodita que grassa pelo país ( e pelo mundo). Portugal foi um país que ousou aventurar-se na descoberta de outros mundos. Ainda que a história possa ter alguns floreados, é a nossa maior glória e o nosso maior orgulho enquanto povo. Porém, deixa-me numa tristeza profunda a pequenez, o preconceito, o medo, a maldade de uma parte deste povo. As culturas estão enraízadas e as mentalidades são as últimas a mudar, infelizmente. Portugal continua a padecer de um espírito comum de união, de fraternidade e de compaixão, por si mesmo, entre os seus. A falta de pedagogia, com a péssima produção televisiva a que se assiste diariamente, a falta de inspiradores e de lideranças, a falta de exigência individual e colectiva faz o país ficar em retrocesso, ao invés de avançar. Portugal e os portugueses precisam de mundo, de mais mundo como de pão para a boca, que também precisam, uma vez que os portugueses são pobres, uns mais outros menos, mas, de facto, em Portugal não há "old money", quiça nem meia duzia de pessoas com "family money" e igualmente escasso "new money". Esta relação pode ser intrínseca e pode ser solucionada. Quando o povo deixar de se preocupar com saias parlamentares, quando deixar de criticar quem é diferente, quem nasceu homem em corpo de mulher e vice versa, quando o povo se preocupar consigo enquanto povo e deixar de ser provinciano, aí sim, estará pronto para evoluir, para crescer individual e colectivamente, e, como todos queremos, para enriquecer, nem que seja só um pouquinho, já ficamos quintuplamente ricos, e seremos melhores, enquanto seres individuais e enquanto povo. Temos tanto para aprender!....Que tal começar por aí? Por nos centrarmos nas nossas aprendizagens individuais, técnicas e pessoais. Está na hora de mudar! Sejamos luz, para nós e para os outros, e o universo nos retribuirá.

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