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Utopias Concretizaveis

Utopias Concretizáveis é um espaço em busca de um mundo melhor, através dos sentidos, sentimentos e pensamentos da autora, nas suas reflexões intimistas e, quiçá, inspiradoras, marcadamente politizadas.

Utopias Concretizaveis

Utopias Concretizáveis é um espaço em busca de um mundo melhor, através dos sentidos, sentimentos e pensamentos da autora, nas suas reflexões intimistas e, quiçá, inspiradoras, marcadamente politizadas.

30
Dez19

Mudar o Futuro Comum !!

2020.jpg

O futuro é já ali! As reflexões necessárias para uma acção com sentido, com sentido de vida necessitam obrigatoriamente de um factor decisivo para dar certo: um modelo mental afirmativo! Muito mais do que um espírito optimista, um modelo mental afirmativo caracteriza-se por ser mais forte, mais activo, mais resiliente. Optimista é aquele que acredita no bom, seja aplicado ao que fôr. O afirmativista, se assim se pode chamar é aquele que, para além de acreditar, não fica esperando que essa crença no optimismo se manifeste e se torne realidade, pelo contrário, ele faz acontecer essa realidade afirmativa, ele é o seu actor, o seu impulsionador, o seu mentor! Acredito que uma atitude afirmativa, seja na nossa relação connosco, de empoderamento do nosso amor próprio, da nossa autoestima, do respeito por nós próprios, na nossa auto-confiança e no orgulho de sermos quem somos e como somos (independentemente dos nossos defeitos que, obviamente, devemos, a cada dia, atenuar) é a atitude certa para nos tornarmos uma luz irradiante infinita e eterna, na nossa rápida passagem pelo mundo terreno. Por isso devemos ser uma inspiração! Porque quem somos reflecte-se decisivamente no mundo que nos rodeia, nos outros, nos mais próximos, mas também nos mais distantes, temporal ou espacialmente. Somos grãos de areia, somos energia, somos matéria, tudo isso faz de nós seres que, ainda que acidentalmente estejamos por aqui, podemos fazer a diferença. A característica que nos diferencia no mundo animal é a nossa capacidade intelectual, e, por isso, devemos usá-la da melhor forma possível tendo em conta a sabedoria acumulada da história da Humanidade. Daqui por um dia vira mais um ano do calendário do tempo, um calendário assente numa data específica, simbólica e religiosa. Porém, o mundo e a história da Humanidade é bem mais longa do que o calendário à primeira vista possa parecer demonstrar. A reflexão sobre o passado, faz ter presente que o futuro conta, que este pode ser melhor para todos, pode ser melhor, não só para a Humanidade, porque a obra do Criador nunca se centrou nesta criatura em particular, mas num todo ecosistema galáctico infinito. Assim sendo, a consciência primeiro e a responsabilização posterior deve fazer-nos agir sobre os nossos comportamentos e as nossas escolhas diárias. Devemos fazer o possível e o impossível para nos tornarmos parte integrante harmoniosa, repito, parte integrante harmoniosa dentro do nosso ecosistema galáctico, dentro do nosso planeta, porque só temos este planeta, e este planeta tem recursos finitos em esgotação e bem como fauna e flora infelizmente já esgotada, destruída, por culpa nossa, por acção humana, pura e simples. O sistema económico que nos trouxe a este infortúnio foi também o sistema económico que nos proporcionou os avanços mais rápidos no desenvolvimento e progresso material da história da Humanidade. Porém, ele radica num elemento (mau) da natureza humana: o egoísmo. O planeta (ou o Criador, quem sabe) responde-nos, responde contra nós. O planeta está a fazer-nos reflectir nas nossas acções. Os nossos comportamentos têm por isso de ser alterados. Devemos corrigir o sistema económico em que assentam as nossas sociedades porque o egoísmo não pode ser o factor exclusivo do que faz mover o homem. O Homem deve mover-se por bons impulsos, por bons motivos, por boas emoções, por bons sentimentos, como o altruísmo, a gratidão, a alegria, a esperança, a bondade, a tolerância....Não pela inveja, cobiça, mesquinhez, falsidade, hipocrisia, egoísmo e hedonismo. O ano (no calendário religioso) vira amanhã, mas todos os dias podemos virar a página das nossas vidas e dos nossos comportamentos, para que consigamos viver com paz, sabedoria, alegria conosco e com os outros, com o nosso ecosistema. Está na altura de alterar os nossos padrões de consumo, a nossa alimentação, as compras frenéticas que alegremente alimentam as cabeças de ervilha, o modo como usamos a água, a energia, e todos os bens materiais produzidos pelo sistema do capitalismo industrial. A harmonia do mundo infinito da arte Criada assim o exige. A urgência é manifesta. Somos 7 billiões com capacidades intelectuais pensantes para mudarmos a nossa vida, a nossa a do próximo, de hoje e do futuro. O futuro constrói-se commumente. Esperança e fé no futuro. Boas mudanças!! Bom futuro!!!

29
Dez19

Happy Hope

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O final de um ano é sempre de balanços. Este, em especial, manifesta uma viragem de década também, e, para quem o desejar, de vida! É verdade que cada dia que vivemos representa a possibilidade, dentro das circunstâncias, de infinitamente podermos mudar o mundo para melhor. O nosso mundo para melhor, o nosso mundo mais pequeno mas também o nosso mundo maior. Tudo depende dos nossos hábitos, dos nossos pensamentos e, sobretudo, das nossas acções. Do impacto das nossas acções não só em nós mesmos mas também nos outros, por mais próximos ou distantes que estejam. As redes sociais trouxeram essa (e outras) vantagem. Para além de uma colectiva elevação cultural, e intelectual, pelo facto de as pessoas terem contacto instantâneo com qualquer pessoa em qualquer parte do mundo, permitiu que as pessoas se tornassem mais informadas, mas também mais inteligentes e, colectivamente, mais conscientes da casa comum. A capacidade de inspirar, de influenciar, de ensinar a infinita panóplia de coisas que se encontra nas redes, em particular, e na net, em geral, é um bem adquirido da Humanidade, numa viragem repentina da História. Porém, continuo fiel aos clássicos. Temos muito que aprender com eles, não inventaremos a roda. O ciclo, ou década que se aproxima é uma incógnita onde se antevêem algumas tendências que vêm sendo programadas e delineadas: ia e automação, 5, 6,7, 8G, revolução na mobilidade, corrida ao espaço, estabilização demográfica e, obviamente, alterações climáticas, todas e cada uma delas com um impacto significativo na globalização e nos sistemas políticos, nacionais ou em rede. A espiral do tempo pode fazer-nos olhar o retrovisor da História e ver que as guerras do século passado no passado ficaram e que o mundo tem tudo para ser um mundo melhor, e, de facto, tem sido isso que globalmente tem acontecido. Se a ciência é a coqueluche deste novo século, não podemos esquecer que já se precebe uma viragem para o naturalismo bem como para as espiritualidades, pois somos matéria, mas somos matéria dotada de espírito e essa é uma das características que sempre nos diferenciará das máquinas, das que estão em concepção e das vindouras. A capacidade  de criar, a capacidade de sentir, o poder efectivo das artes e das humanidades no enriquecimento humano nunca poderá ser descartado ou substituível. É essa visão holística do mundo, do mundo do futuro, não obstante o sistema propalar tempos vindouros menos bons, pela ascenção do medo, pelo espreitar de guerras, pela estagnação económica, que poderemos, cada um de nós combater. Ainda que não tenhamos vivido as guerras dos nossos antepassados cabe-nos a nós ter presente o que elas efectivamente foram, e fazer triunfar, ao invés desta ameaça global negativista que paira por aí, uma realidade concreta, para nós e para as gerações vindouras, de uma cultura humanista global para a paz, para a tolerância, para a empatia, para a solidariedade, para o progresso, para a alegria e para tudo de bom que os nossos sonhos possam almejar concretizar, sempre em harmonia com a natureza. Que venha 2020 e que venha uma excelente década para o mundo, para todo o mundo!

20
Dez19

Infoxicados

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Os seres humanos estão numa fase de transição, numa sociedade manifestamente caracterizada pela informação, melhor, pelo excesso de informação! Estamos a ficar infoxicados! Os alertas científicos sobre os efeitos deste excesso já se sucedem. As sociedades dos dias de hoje demandam conhecimento especializado, mas o que se verifica é um excesso de informação de dificil processamento nas suas lógicas inter-relacionais, na sua veracidade, na sua efemeridade, na sua importância, que faz com que os cidadãos possam, por vezes, se desorientar um pouco. As redes sociais, mais ou menos bi-unívucas, vieram interligar cidadãos dos 4 cantos do mundo ao instante. As relações e interesses de quase 8 billiões de pessoas podem ser tão semelhantes ou tão díspares, as suas informações tão infinitas e os seus conhecimentos tão avançados (ou não) que a lógica do processamento de uma visão holística global do mundo é uma tarefa hercúlea! Para isso, a tecnologia está a desenvolver-se para nos ajudar, nem que seja, para nos ajudar a organizar o processamento de informação e de conhecimento adquirido ao longo do tempo. A ficção científica indica que as nossas memórias irão ser gravadas e recuperadas em espaços virtuais instalados dentro de nós. O tempo acelerou nas nossas vidas, saber o que fazer com ele, recolher apenas as informações que nos interessa passou a ser uma prioridade. Facto é de que muita gente deixou de ver televisão e que os mais jovens se movem em terrenos diferentes dos adultos. Saber gerir a informação e não deixar que ela nos afogue é uma arte, que responde em sentido contrário à expressão. "o saber não ocupa lugar". Depende dos bites e bytes que vai suportar, lugar pode não ocupar (que ocupa) mas tempo ocupa certamente e gera confusão mental. Saber abrandar é uma necessidade. O descanso e o lazer são bens essenciais para a vida de qualquer ser, humano ou outro. Por algum motivo será.

19
Dez19

Futuros incertos

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A palavra deste século XXI deverá ser a palavra segurança. Esta comporta várias acepções, todas elas relacionadas directamento com o nosso mundo quotidiano e, por isso mesmo, com o futuro. Certeza, um dos sinónimos, traduz bem um conceito revelador na sua anacrocidade, tal é a célebre expressão: só há duas certezas no mundo: a morte e os impostos. Os tempos são de absoluta incerteza. A incerteza que as pessoas vivem no seu quotidiano, a apreensão, o medo, de certa forma tomou conta delas, face às mudanças sociais, económicas e políticas verificadas no último século. Transitado o mesmo, o novo século acarretou, assim, derivado do advento da World Wide Web e do desenvolvimento de novas tecnologias, as incertezas do século. A incerteza de ter trabalho, a incerteza de manter esse trabalho, a incerteza de vir a ter reforma, a incerteza da resposta dos Estados às demandas dos cidadãos. A segurança, é, por isso, a palavra de ordem. Segurança social e tudo o que a esta está relacionado directamente com os cidadãos, segurança laboral, que já não existe excepto quiçá na função publica, segurança colectiva, em termos de defesa da ordem pelas devidas autoridades (não esqueçamos não só as questões mais quotidianas de segurança colectiva efectuada pelas entidades policiais, como também pelos bombeiros e pela protecção civil, mas também as questões de terrorismo e defesa nacional), segurança ambiental, pelo facto de as alterações climáticas estarem a colocar questões urgentes a serem resolvidas no imediato que estão a deixar em pânico/furia/frustração comunidades de cidadãos por todo o mundo, lembramos a devastação da Amazónia, as migrações africanas motivadas pelo clima (e pela guerra), e todas as questões transfronteiriças mundiais de transição energética que é preciso fazer, e, também, não de somenos, segurança tecnológica, como a segurança dos dados, da privacidade, strictu sensu, ou do caminho que a tecnologia está a tomar, latu sensu, em termos de automatização, robotização, inteligência artificial, software, e fusão homem/máquina. 

É estimado pelos especialistas que este século vai ser complicado. O aumento das desigualdades, infra- e supranacionais, o esmagamento das classes médias no mundo ocidentalizado maioritariamente, os descontentamentos manifestados em apoios políticos a personalidades populistas, as manifestações no Irão, em Hong Kong, no Chile, no Líbano, em França são sintomáticos de que nos próximos 20 anos iremos assistir a rupturas sociais bruscas, um pouco por todo o mundo, se a elite mundial não souber dar uma resposta mínima às angústias de milhões de pessoas que ficam para trás, que são esquecidas, deixadas à sua sorte e totalmente abandonadas pelos Estados. Cerca de 1/5 das populações está esquecida e cerca de 1/4 está insatisfeita. Precisamente porque não há segurança, as mutações acontecem todos os dias, alavancadas pela loucura de magnatas mundiais, de cujas vidas, cujos mundos, o comum mortal nem desconfia, porque se desconfiasse, sequer...... A evolução cientifíco-tecnológica vai trazer avanços surpreendentes, em vários domínios, e não tenho dúvidas de que vão melhorar, em termos colectivos, o bem comum da Humanidade, mas há riscos, há incertezas, há medo, e tudo isso assusta. A segurança deixou de existir no futuro que se aproxima. Teremos de ser nós a cultivar alguma forma de segurança espiritual para nos dar paz interior. Só essa nos bastará. Quanto às outras, é lutar pelos melhores valores para a Humanidade, para um futuro melhor, para que o dia de amanhã seja melhor do que o de hoje, e que o de hoje tenha sido melhor do que ontem. Essa é a nossa missão.

07
Dez19

Ideal Life

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Cada pessoa terá (ou não) ou seu tipo ideal de vida. Não obstante a disparidade de opiniões dada a disparidade de pessoas, personalidades e culturas, uma coisa a ciência explica. A vida ideal é a vida em comunhão, a vida preenchida de verdadeiras amizades e de amor e alegria. A forma como alcançamos e como simultâneamente vamos preenchendo esse caminho é (ou deve ser) essa. Porém, esse caminho pode ter substâncias infinitas, tantas quantas os "caminhos do caminho" labiríntico da vida, da nossa vida, individualmente sentida. No meu entendimento, as sociedades não estão conjugadas para dar liberdade de viver-se como se deve viver. O início da vida, os primeiros anos, são anos de desenvolvimento do ser humano, do seu corpo, das suas percepções, do desenvolvimento da sua linguagem, pautadas pela fragilidade e, posteriormente pela pureza e inocência acerca do mundo em redor. E por isso, as crianças foram feitas para brincar, brincar, brincar, muito, muito, muito.....E brincar é uma forma que pode ser utilizada para começar a dar substância ao recém ser humano, torná-lo isso mesmo: humano. É quando somos crianças que desenvolvemos os nossos valores baseados na distinção entre o bem e o mal, é quando somos crianças que desenvolvemos as nossas personalidades, gostos e aptidões. É, por isso, na transição da idade infantil para a idade adolescente que se deve gerar a automaticidade de bons e saudáveis hábitos de vida. A adolescência inicia-se por volta dos 12, 13 anos. Aqui, brincar já não deve ser a prioridade máxima mas sim aprender. Aprender muito e criar hábitos de acordo com a sabedoria clássica: mente sã em corpo são. A existência de hobbies é fundamental, é, nestas idades, o instrumento utilitário substituto do brincar. Agora é mais a sério. Aprender artes, pintar, desenhar, moldar, tocar piano, guitarra, xilofone, saxofone, aprender a ser autónomo: cozinhar, organizar-se, desenrascar-se de uma maneira geral, deve ser fortemente incentivado. Por volta dos 14, 15 anos uma deslocação ligeira de prioridades, dado a já conseguida autonomia, deverá ser o início de aprendizagem de um, ou vários ofícios. A melhor educação é aquela que conjuga o saber, com o saber fazer, e, infelizmente, as escolas (com modelos teóricos, monótonos e com uma parte demasiado grande de inutilidade) contrariam totalmente esta visão. Dependendo do oficio dos pais, é nestas alturas que eles devem ser levados junto com os mesmos para os seus trablhos, de vez em quando, ou sempre que possível, para serem sensibilizados sobre como funciona o mundo real e quais as tarefas dos adultos e as exigências da vida quotidiana. É fundamental nestas idades, os adolescentes saberem de onde vem o dinheiro, o quanto custa o dinheiro a ganhar e, eles, próprios começarem a ganhar o seu dinheiro em pequenos trabahos e pequenas tarefas, ou em part-time de familiares e/ou amigos de familiares. É também altura da consciêncialização daquilo que não pode ser nunca tema tabu: o sexo. O início da actividade sexual, os sentimentos e as emoções têm de ser bem educadas principalmente porque se tornam questões problemáticas profundas nestas idades. Aproveitar ao máximo todo o tempo disponível é o principal nesta década do ser humano. Aprender, desenvolver-se, e autonomizar-se, ainda que a questão financeira da autonomia possa vir eventualmente, apenas na década seguinte. Porém, para as mulheres, a transição de uma década para a outra é a melhor altura para a maternidade: são novas, têm energia infinita, têm autonomia (se não a têm a maternidade dá-a) e têm consciência do funcionamento do mundo. Não obstante, o modelo ideal é aquele que determina que os filhos devem vir, de forma totalmente planeada, consciente e enfaticamente debatida a dois, ou a seis. Os filhos, para virem, têm de antemão de ter condições de estabilidade emocional e financeira que as sociedades de hoje teimam em castrar absolutamente. E é aqui que a sociedade está a errar. Se o nosso corpo tem a evolução biológica que tem, por algum motivo terá assim sido "desenhado". Na minha concepção, também a mudança é uma necessidade. Em todos os sentidos. O desenvolvimento biológico, de personalidade, espiritual, material, não deve ser interrompido por "sistemas de valores impostos" por qualquer sociedade ou religião. A mudança é fundamental. O desenvolvimento da Humanidade deu-se pela necessidade de mudança, pela curiosidade, pela aventura. Por isso, quem nasce, vive e morre na mesma terra, pouco ou nada evolui, em todos os sentidos, pois há sensações/sentimentos/emoções/conhecimentos que só são aprendidas e apreedidas pelo ser humano fora da sua zona de conforto. Mudar de território, mudar de país, é imperativo ao longo da vida, uma duas, três vezes, ou mais, é, até, por múltiplas razões (às vezes pelas piores) uma tendência. Mudar de parceiro também é imperativo. A natureza humana não foi feita para isso. Trata-se de buscar a eterna felicidade no presente, pois só o presente se vive, não se vive o passado porque já foi, não se vive o futuro porque ainda não aconteceu, vive-se o presente. A razão é a mesma, num prisma diferente, mas a mesma. Daqui resulta que a mudança, a adaptação constante, a estabilidade se podem harmoniozamente conjugar no labirinto da vida. A mesmice é a doença do atraso. O desenvolvimento faz-se pela mudança, pela busca do melhor, pela constante inquietude da serenidade sábia da vida. Mudar para inspirar, para respirar, sem medo de viver. Tudo a mudar!!

04
Dez19

Isso não, Senhor Presidente!

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O actual Presidente da República Portuguesa deve ponderar todas as suas posições, uma vez que estas podem ser determinantes (como já o foram) para o rumo de uma Nação. Uma das posições que pretendo salientar é precisamente aquela que, não obstante não seja a medida decisiva para tornar Portugal um país dianteiro uma vez que este se debate com problemas estruturais de diversa índole e em diversos sectores chave da sociedade no seu conjunto, tem impedido um harmonioso desenvolvimento do país, repito, harmonioso, e tem condenado milhares de pessoas a vidas "condenadas" passo pleonasmo: A Regionalização. A regionalização encontra-se consagrada na Constituição da República Portuguesa, porém nunca se concretizou, e o dedo maior que impediu esta mudança foi, precisamente, Marcelo Rebelo de Sousa. Não obstante o actual Presidente ser mil vezes melhor do que o seu homónimo anterior, carrega este peso aos ombros, o peso da condenação do atraso de um país inteiro, da condenação de falta de oportunidades, de falta de esperança, de falta de vida, de todo um território e de uma grande fatia da população portuguesa. Marcelo carrega o fardo de haver cidadãos de primeira, e cidadãos de segunda! E é preciso que alguém lho diga! Portugal é um país pequeno demais para que pudesse haver qualquer tipo de preocuupações secessórias, mas é um país grande demais na sua heterogeneidade territorial e é, isso, a par do princípio da subsidiariedade e da demosntração de que um euro é mais bem gasto a nível local do que a nível central, que justifica a concretização da regionalização. Mas não são só estes dois argumentos que o justificam: a democracia assim o justifica. A responsabilização dos políticos e a proximidade de políticas com os cidadãos leva a um maior aprofundamento e alargamento democrático, tão necessário nos dias que correm. Por isso, senhor Presidente: a atitude de Vossa Excelência de obstaculizar este processo (que mais cedo ou mais tarde irá acontecer) não é uma atitude nada democrática! Não se lhe conhece sequer os argumentos contra a mesma. Os argumentos que apresentou contra a regionalização aquando do referendo, (em que o debate e o contexto do país foram diferentes do que seriam hoje em dia) carecem de demostração. O senhor Presidente já perdeu um referendo, ou pelo menos, as suas convicções já foram derrubadas por um referendo, que não este, mas sim o da interrupção voluntária da gravidez, e foram tão bem derrubadas que bastaram alguns minutos da caricaturização, a par de uma vontade global de necessidade de mudança. O senhor Presidente não é por ter visitado os lugares mais recônditos deste país em situações trágicas e de ter ouvido testemunhos directos que, efectivamente, sente a necessidade de mudança neste domínio. Era preciso ser, ou ter sido, um de nós, um dos cidadãos que nasceu e cresceu fora de Lisboa para nos perceber, para sentir o aprisionamento que sentimos, para sentir a necessidade de mais democracia e mais próxima. Conhecido o seu passado que é, atrevo-me a questioná-lo: o senhor presidente é democrata? Então deixe que se faça o cabal debate e esclarecimento da Nação, e consequente decisão....Obrigada

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