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Utopias Concretizaveis

Utopias Concretizáveis é um espaço em busca de um mundo melhor, através dos sentidos, sentimentos e pensamentos da autora, nas suas reflexões intimistas e, quiçá, inspiradoras, marcadamente politizadas.

Utopias Concretizaveis

Utopias Concretizáveis é um espaço em busca de um mundo melhor, através dos sentidos, sentimentos e pensamentos da autora, nas suas reflexões intimistas e, quiçá, inspiradoras, marcadamente politizadas.

27
Jan20

Extinção das espécies

midleclass.jfif

Há uma extinção em massa, em Portugal, na Europa, e um pouco por todo o mundo. A extinção das classes médias. É notório a afirmação de que as desigualdades infra-nacionais estão a aumentar em todas as Nações. Os mais ricos vão ficando cada vez mais ricos e os mais pobres cada vez mais pobres. Há uma propagação demográfica da classe mais desfavorecida, não só porque os cidadãos das classes médias vão sendo empurrados para as classes mais baixas, como também pelo facto de nas classes mais baixas o índice de natalidade ser superior ao índice de natalidade das classes mais altas. O esmagamento salarial pelo mais baixo possível, a pretexto de sobrevivencia económica, a retirada massiva de trabalho a todo o tipo de trabalhadores, seja o trabalhador especializado, seja o trabalhador de colarinho branco, seja o trabalhador não especializado, pela automação, informatização, digitalização, robotização, etc, veio acelerar um fenómeno que se manifestava como tendência, com um impacto imediato e facilmente verificável dos dias que correm: as gerações mais novas sofrem com a falta de oportunidades, com o desemprego, com a instabilidade, com a falta de formação, por conseguinte, com a falta de rendimentos e consequente falta de poder de compra face às gerações que a precederam. O capitalismo selvagem é isto! É o aproveitamento neo-liberal da ganância humana de meia dúzia em detrimento da vida de biliões de pessoas. A continuação do aumento da população mundial aproveita, e muito, apenas e só, a uma classe: à classe dos capitalistas, dos ricos. Por isso, muito se tem divulgado a imagem pós contemporânea dos benefícios e "novas tendências" dos jovens do futuro, presente: os espaços de co-working, o co-living, o car-sharing, todos estes "co's" e "shares" mais não são do que a areia que esconde a realidade da destruição da dignidade das classes médias e média-baixas. O alargamento manifesto de "tendências culturais" violadoras de imperativos éticos e de "pacta sunt servanda" é uma realidade que já transpôs fronteiras e que se verifica quotidianamente, sobretudo onde a "selva humana" é mais concorrencial, mais dura a sobrevivência, na senda de Darwin, na sua trasposição para o social, o salve-se quem puder e como puder. A geo-finança mundial é o instrumento de liquidação da dignidade e da vida dos cidadãos. Opacamente, esta tem manipulado actores políticos, actores económicos, actores judiciais, actuando em diversos sectores económicos, sendo o mais premente o sector, por inerência, bancário/financeiro. Este sector tem levado a que os cidadãos não consigam viver com dignidade, escondendo as suas carências e vivendo de formas creditórias pouco racionais. Uma das formas creditórias mais difíceis de escapar é a questão da habitação. Um pouco por todo o lado, a aposta dos futuros no caminho do aumento mundial demográfico fez disparar a valoração de bens imóveis, pelo que o comum mortal necessita de uma taxa de esforço de mais de 50% dos seus rendimentos para poder viver debaixo de um tecto. Ora isto é completamente absurdo! É a denegação do sentido da palavra viver para qualquer cidadão. É a exclusão, desilusão com um sistema concluiado com meia dúzia de multi-milionários, e da selva imperial do dinheiro como valor supremo do mundo. A classe média é a única que pode fazer frente a este avanço e abrir os olhos aos poderes, regalias e vampirismos do sector bancário e financeiro. Está na hora de abrir os olhos, fazer as perguntas certas e saber para onde vai o nosso dinheiro, para que o bem comum não seja transformado no mal comum. Chega!

07
Jan20

Mandamentos

matriz-de-eisenhower.jpg

Em um certo Domingo de Inverno, um general norte-americano, futuro presidente do seu país, elaborou um simples genial esquema de pensamento e estratégia com a finalidade de ganhar a 2a Guerra Mundial. E ganhou. Eisenhower ficou também conhecido pela criação desta matriz, a matriz de Eisenhower e a sua portabilidade para a estratégia da vida, porque a vida, ela própria é uma luta constante, diariamente. Para além da marcada vinculação à Humanidade tanto da leis das 12 tábuas como dos 10 mandamentos cristãos, adapto, sobretudo, a minha vida a um lema em particular: "Faz aos outros aquilo que gostarias que fizessem a ti". Para além deste caminho premissório fundamental, outros cerca de 20 hábitos julgo (deverem) fazer parte de uma busca de desenvolvimento e melhoria contínua pessoal e profissional:

1º - Fazer exercício físico (de preferância diariamente);

2º - Fazer uma alimentação saudável; 

3º - Meditar;

4ª -Acordar cedo e beber água (com limão) ao acordar;

5º - Dormir no mesmo horário;

6º - Criar metas, planos e listá-los por escrito;

7ª - Ler, ler, ler, ler, ler, ler, ler;

8º - Saber gerir o tempo;

9º - Ser proactivo;

10 º - Melhorar os defeitos e aumentar as qualidades;

11º - Plaear o dia seguinte;

12º - Ouvir música;

13º - Sorrir;

14º - Pensar win-win;

15º - Procurar mentores, modelos e rodear-se de pessoas que sejam um activo e uma inspiração;

16 º - Procurar primeiro compreender e depois ser compreendido.

17º - Tomar banhos gelados;

18º - Procurar a felicidade! :)

Dentro de cada ser humano mora o universo, e o seu sucesso depende da capacidade que tem de alcançar uma meta de desenvolvimento harmoniosa, serena e satisfatória. Estes hábitos ajudam bastante a esse objectivo. A completude é a luz ao fundo do túnel da vida e a riqueza não se mede em moeda.

04
Jan20

(In) Formal Homo Economicus

nikhil-inforecono.jpg

Tudo o que é grande veio do nada. O sistema económico capitalista assenta na busca do lucro mas assenta também na livre concorrência. A imagem acima é de trabalhadores indianos da economia informal. A economia informal leva as pessoas a julgar que esta é feia, porque associada aos vendedores de rua, muitas vezes, obviamente de classes sociais muito baixas, que apenas tentam sobreviver, tentam obter com o seu trabalho o mínimo de rendimento para que não passem fome, todos os dias. (Não vamos falar da "suposta" fuga aos impostos da economia informal, porque seria obrigada a falar da milionária fuga aos impostos da economia formal feita através dos paraísos fiscais, deixemos de ser infinitamente hipócratas). Porém, esta mentalidade snob do sistema económico, é a mesma que faz a apologia do empreendedorismo. Mas, o empreendorismo é isso mesmo, começar uma empresa do nada, iniciar um modelo de negócio, uma start-up, seja ela no sector dos serviços ou no sector do comércio. Pensemos: O sistema económico assenta numa troca de bens (materiais ou imateriais). Podemos verificar que o desenho mundial de organizações supra-nacionais enviesa de alguma forma o sistema em que estamos inseridos. A Organização Mundial do Comércio é por um lado uma organização completa e absolutamemte desconhecida de 99,9% dos seres humanos à face da terra, no entanto o seu poder e as suas decisões condicionam fortemente o planeta e o nosso modo de organização. Assim, é fácil perceber que não se compreeende bem esta contradição entre a apologia do empreendorismo e a condenação, através da burrocrata regulamentação) da economia informal. Milhares de livros foram escritos sobre empresas de sucesso à escala global que começaram com a economia informal, com a venda de produtos home-made, dentro das comunidades mais próximas, aos vizinhos, e amigos e depois alargando a estranhos. O modelo de distribuição informal, de revenda de produtos, ou de venda directa, muitas vezes nasce precisamente de negócios que nascem de ideias de pessoas que tiveram a coragem de se iniciar numa aventura. A hipocrisia do sistema está em regular o que não deve ser regulado e não regular o que deve ser regulado. Aqui, a UE é mestre. A regulação excessiva está a inquinar os processos de desenvolvimento dos países, e a falta de vigilância propositada bem como a anuência a grandes monopólios em todos os sectores de actividade, por um lado mata o próprio capitalismo, por outro condena os cidadãos a um sistema iníquo. Em outros países, as deficiências dos seus sistemas poderão ser outras, e, por isso, a balança da aprendizagem e do bom senso deveria imperar. Agora, o snobismo istalado dace à economia informal é uma realidade, é um tabu, é algo que existe mas ninguém quer ver, pois só importa o empreendedor de colarinho branco, com capital e que ainda vai buscar ajudas estatais e comunitárias para alimentar os seus desvarios egotistas, pagos, a posteriori, por todo o cidadão comum. A economia informal tira muita gente da fome e da miséria extrema e é o verdadeiro alavancar de homens e mulheres de extraordinárias qualidades que verdadeiramente enfrentaram a concorrência à séria. Que verdadeiramente sabem o valor do dinheiro e que não estenderam a mão limpa de esforço a ninguém. Sujaram as mãos para trabalhar. Trabalharam muito. Falharam a grande maioria das vezes, mas o sistema hipócrita impede o seu desenvolvimento. O sistema está do lado dos grandes, do lado dos monopólios, condenando o trabalho, o esforço, a coragem, a preserverança, a criatividade de milhões de pessoas, muitas sim, muito pobres, nas Américas, Àsias e Africas deste mundo. Do zero se faz algo, e do pequeno se faz grande. Perpetuar o idolatrar dos monopólios é, de si, um ataque às pessoas, à concorrência, e à própria essencia do capitalismo. 

04
Jan20

Copos

dilema-do-copo.jpg

O modo como vemos o mundo está, em parte, manifestado nesta ilustração de copos. Falta a concepção feminista que é "porque é que tenho de ser eu a lavar o copo" e a machista que é " não quero lavar o copo, bebo mesmo é pela garrafa". Todos nós acaba, no fundo, por ter uma adesão a todos os modos como se traduz o dilema do copo, isto é, não é uma questão de perspectiva, é uma questão de espírito interior, porque o facto é que o copo existe, com ou sem água. Tal como no mundo, a verdade é sempre só uma, não há verdades relativas, tal como não há mentiras relativas, ou meias mentiras, ou meios buracos. Assim, aquilo que podemos concluir é a de que o objecto de discussão é o copo. Pensemos o seguinte: um arco-íris...Os arco-íris são visíveis e apreendidos pelos nossos olhos, certo? Manifestando-se numa multiplicidade mágica de cores. No entanto, fotografar um arco íris por uma câmara a preto e branco é impossível, mas ele está lá, a cores. Em contraposição é assim o mundo. A Natureza é bela e grandiosa, o Criador foi perfeito, mas e a natureza humana? Ela encerra em si todas as cores, mas quem só vê os arco-íris pelas lentes coloridas das câmaras dos seus olhos está abençoado, porque os sentidos dizem que este existe. Mas existe mesmo? Alguém já tentou fundir-se num arco-íris? Encontrar o tesouro numa das suas extremidades? Não... Porque o arco é ilusório, tal como as cores, daí não ser possível captá-lo numa câmara a preto e branco. A câmara a preto e branco capta a verdade das coisas materiais da vida. A luz somos nós que damos, às materiais e às imateriais, por isso, face ao preto da natureza humana o melhor é virar costas, porque é o branco que nos deve guiar ao mundo colorido da vida. A minha câmara tem captado coisas pretas da natureza humana, mesmo aquelas que teriam tudo para se considerar e confundir como coisas brancas que levariam ao colorido. Defeito? Não, virtude. A sabedoria está em ter lucidez para virar costas ao preto, alertada pela cegueira da escuridão sentida e procurar alternativas à crueza da verdade.

01
Jan20

Just Do It!

just.jfif

Um ano novo trás consigo o encerramento de um ciclo e o desejo de renovação, esperança e mudança! Esta tendência é sempre de evolução ascendente, para melhor, para nós próprios e para os outros. A mudança evolutiva exige sempre que nos libertemos de maus pensamentos, maus comportamentos e maus hábitos. A mente agrilhoada, sub. in ou mesmo conscientemente é o obstáculo maior à superação de nós próprios, à nossa felicidade, presa que está em dogmas, em convenções sociais, em medos, em circunstâncias. Não deve haver melhor sensação, sensação mais libertadora do que saltar na total escuridão, porque os nossos piores receios nunca, nem de longe, se concretizam e a surpresa com que a vida nos brinda é recebida com alegre gratidão. Independentemente do planeamento ou espontaneidade com que se vira um ano, a máxima clássica epicuriana deve fazer sentido total. São várias as formas de o concretizarmos: na nossa relação connosco, o just do it agarra-se à necessidade de tomar decisões, de concretizar acções. Para o nosso enriquecimento pessoal, existem uma infinidade de opções que nos permitem alcançar este objectivo e normalmente é através de hobbies que os concretizamos: aprender uma língua nova ou aprofundar uma língua já aprendida, aprender ou desenvolver dotes artísticos, como a pintura, a escultura, a fotografia, a escrita, aprender a tocar um instrumento musical ou desenvolver os nossos conhecimentos nesta área, ou na área do cinema, ou dos livros, aprender a cozinhar de uma maneira nova, ou exótica, ou saudável, ou mais ecológica, aprender a dançar uma dança específica, ou aprender a arte da oratória, aprender informática, aprender a reutilizar e a usar a criatividade com a nova tendência DIY (do it yourself) seja móveis, roupas, objectos de decoração, ou outras coisas que tais, e, sobretudo, aprender a conhecermo-nos, e a relacionarmo-nos com os outros e com o mundo. Quanto mais completos tentarmos ser, em todos os sentidos, mais poderemos dar, a nós e aos outros, alegria e inspiração. Daí que, as coisas mais importantes da vida se tornam por isso as mais simples, e, de facto, o dinheiro não compra tudo. A tendência é para um sentido crítico utilitarista sobre o modo como nos relacionamos com o mundo material. As "compras" do futuro serão as compras do tempo, o único bem invalorável, porque ele não tem preço e não espera por ninguém. "comprar" o tempo sigifica comprar a felicidade, significa mudar a mentalidade, significa libertação total da mente aprisionada para que, liberta, possa dar uso às maravilhas proporcionadas pelo enriquecimeno pessoal traduzido no desenvolvimento de hobbies, mas também, na tradução da aquisição de experiências de vida, de experiências pessoais inigualáveis e invaloráveis. Qual o interesse em comprar mais um casaco ou mais uma mala, ou um casaco mais caro, ou uma mala mais cara, ou mais um carro, ou uma casa que não usamos....Faz sentido?? Não, não só não faz sentido como pode até ser uma afronta num mundo como o nosso. Por isso, devemos "comprar tempo", não bens. 510 100 000 km2s de superfície planetária, 7.754.639.700 de seres humanos, 36 524.2199 dias de vida, o espaço que temos para explorar, as pessoas que temos para conhecer e os dias que temos para viver fazem-nos reflectir sobre a forma como usamos o nosso tempo, com quem usamos o nosso tempo, e onde usamos o nosso tempo. Ninguém merece ser aprisionado no mesmo espaço territorial onde nasce, aprisionado nas mesmas coisas que faz, ou aprisionado às mesmas pessoas que estão ao redor. A mudança é isso, é o desejo de ser livre, de crescer e continuar, de ser feliz...... de um lado para o outro, em aprendizagens constantes, com pessoas distintas. Mudar de cidade várias vezes, (e de país para tornar ainda mais enriquecedor), mudar de parceiro, mudar (acrescentar) filhos (adotados) ou irmãos, porque a nossa família não é a de sangue é a das pessoas que efectivamente gostam de nós e dos nossos defeitos, e aproveitar o dia da melhor forma, como Epicuro ensinou, são os pilares mestres para atingir a felicidade, a perfeição e o sentido pleno da vida. Just Do It!! Change!!

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