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Utopias Concretizaveis

Utopias Concretizáveis é um espaço em busca de um mundo melhor, através dos sentidos, sentimentos e pensamentos da autora, nas suas reflexões intimistas e, quiçá, inspiradoras, marcadamente politizadas.

Utopias Concretizaveis

Utopias Concretizáveis é um espaço em busca de um mundo melhor, através dos sentidos, sentimentos e pensamentos da autora, nas suas reflexões intimistas e, quiçá, inspiradoras, marcadamente politizadas.

15
Jun20

Evoluir em conjunto

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A saúde, a educação e a segurança são os três pilares em que assentam os deveres do Estado para com os seus cidadãos. A oferta de políticas publicas nestes domínios é, por isso, sempre fundamental para o desenvolvimento de qualquer sociedade que se queira, continuadamente, desenvolver. A saúde é o aspecto mais importante para o ser humano, pois sem saúde, doente, o cidadão não consegue viver. As políticas de oferta de sistemas publicos de saúde é, pois, imperioso, para qualquer Estado que tenha como prioridade absoluta a protecção dos seus cidadãos. A educação é, a par da saúde, o outro sector que mais atenção deve merecer por parte de um Estado. A educação em sentido lato deve ser um esforço comunitário, público, colectivo, de conformação de valores, ideias e conteúdos efectuado ao longo da vida. Por mais de uma vez referi-me à rigidez e anacronismo dos sistemas de educação. Nem o conteúdo está adequado nem a forma está adequada. Com a vinda do vírus de 2020, o Estado português iniciou a emissão de aulas transmitidas pela televisão, aulas essas destinadas ao público escolar, naturalmente. No entanto, estudos afirmam que, não só esse público é mais vasto do que o público escolar específico, como também é assistido por outro público mais diversificado. Há, efectivamente, uma demanda muito grande da população em aprender, independentemente da sua idade, o que é curioso e de aplaudir. Também se sabe que há uma explosão de empresas, mais ou menos multinacionais, que focaram a sua actividade na aprendizagem de conteúdo via internet, sejam cursos mais tecnológicos e avançados, sejam cursos mais iniciantes e generalistas. Há demanda em todo o mundo. O mundo quer aprender, as pessoas querem aprender! O que é que deveria ser alterado? (e aqui expresso a minha visão mais pessoal) Em relação ao conteúdo falta um eficaz conteúdo de cultura de cidadania, pela paz, pelo bem (tirem a religião disso por favor), falta um conteúdo de exigência em diversos domínios, o alargamento da aprendizagem matemática, sobretudo de cálculo, ao longo de todo o ensino obrigatório, o alargamento da aprendizagem na área da educação física (pelo que o desporto deve ser diário) e de outras áreas tradicionalmente afastadas porque vanguardistas, como a meditação e a gestão de stress, visto que o físico está directamente relacionado com a mente em cada um de nós, o alargamento da aprendizagem a uma área que parece tabu, que é a educação financeira, o alargamento de uma aprendizagem no domínio das relações humanas, seja das soft skills, seja das relações inter-pessoais latu sensu, e, para finalizar, o inicio de uma aprendizagem no domínio da cozinha, porque se há coisa que todo o ser humano precisa de fazer diariamente é de se alimentar, de comer, e se tem de o fazer, porque é que não há-de aprender a fazê-lo? Certamente se esta ideia revolucionária pegasse em Portugal, rapidamente atingiríamos um nível de equidade entre géneros bastante apreciável, com melhorias significativas nas próprias relações inter-pessoais, bem como mais rapidamente nos tornaríamos um país de gastrónomos, de aprofundamento das artes culinárias, uma alavanca para o desenvolvimento de um potencial desperdiçado, que seria o sector do turismo gastronómico de luxo. Quanto à forma, pela imagem temos um Presidente da República a dar uma aula pela televisão. Comentários à parte, a forma de aprendizagem mais eficaz é o DIY (do it yourself) ao invés do debitar monólogo e monótono da figura do professor. A interação, a cooperação a descoberta individual, agora potenciada pelos meios digitais, são as formas mais eficazes de aprendizagens consolidadas ao invés dos copianços massivos transformadores nas suas vacuidades mentais. Vamos todos dar uma aula para um qualquer público virtual. Vamos evoluir em conjunto, na troca de ideias, experiências e sabedorias. Talvez assim consigamos um mundo melhor, com mais paz, mais amor, mais riqueza, mais solidariedade, mais uno, na unidade e na diversidade.

13
Jun20

Sociedades quebradas

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Somos todos nós que vamos construindo a História, fazendo desenrolar os acontecimentos, através das nossas acções e das nossas omissões, todos e cada um de nós. A falência das sociedades é demonstrável sob diversos prismas: o aumento do fosso entre ricos e pobres; o mundo governado por líderes autocráticos e populistas e o sentimento de afastamento dos líderes dos países tradicionalmente ditos por politicamente liberais; órgãos de comunicação social não isentos, indignos de confiança; sociedades cada vez mais divididas; sociedades onde proliferam crimes de ódio, crimes de colarinho branco; sociedades ecologicamente insustentáveis, com níveis de poluição gigantes, recursos naturais desfalcados como a utilização irracional da água ou a sobreexploração de minérios e de petróleo; pessoas em burn-out, com cada vez mais problemas de saúde derivadas do mundo contemporâneo; excesso populacional do planeta; alterações no clima; valores sociais invertidos; mercados que economicamente estão muito longe de funcionar! A lei da separação dos poderes e da balança de poderes começa a desfazer-se a olhos vistos em todo o mundo, mesmo na Europa, sem que haja qualquer sanção; o mercado de luxo completamente sobrevalorizado (ainda que os ricos possam efetivamente ser muito ricos e terem muitas casas, há incomportávelmente mais casas de luxo por valores absurdos do que os interessados em adquiri-las) tal como os mercados normais, onde não há encontro entre a procura e a oferta e por isso não há ponto de equilibrio, mas sim distorções causadas por alguns protagonistas directos e/ou indirectos a favor do interesse nessas distorções bem como a ausência completa de reguladores independentes e isentos, ou, no mínimo, que trabalhem, e a proliferação de multinacionais sem concorrencia ou cartelizadas com meia duzia de outros concorrentes. A falência dos Estados, do poder coercivo dos Estados, dos sistemas de justiça, a falência dos cidadãos, a sua impotência, a sua apatia, têm sido as causas para chegar onde chegámos: O sistema nunca esteve falido, foi assim construído. Porém, é em momentos de crise profunda que se perde a serenidade e se agravam lutas e conflitos, como os que temos vindo (e vamos continuar) a observar. O sistema precisa de ser corrigido, de mudar de direção, urgentemente, sob pena de mais crises, mais vírus (em todos os sentidos da palavra, não só no sentido biológico) proliferem mais e com mais força. Uma luta pacífica de tentativa de busca de equilíbrio entre win-win rapidamente passará a um loose-loose game para todos e cada um de nós. É hora de agir!

12
Jun20

We, the people, we cant breathe

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Ao longo do século XX foram visíveis os desenvolvimentos a vários níveis, tanto materiais como imateriais. Recentemente, num acto hediondo uma pessoa foi morta apenas por causa da cor da sua pele, anacronismos preconceituosos baseados no medo, na ignorância e no fanatismo. O senhor assassinado por um polícia foi asfixiado à medida que ia proferindo as palavras "I cant breath". A questão da intolerância e do "racismo" (raças não existem) só vence na cabeça de seres desumanos e inqualificáveis, pautadas pelo medo, esse sentimento tão destrutivo para a vida das pessoas, seja num prisma macro, seja num prisma micro, individual. Medo é também o sentimento que marca este ano de 2020, dada a pandemia que atravessamos. A desconfiança para com o próximo, o egoísmo e o medo acentuaram-se. O medo de ser-se contaminado, o medo de contaminar, o medo de viver uma vida normal, o medo dos outros, o medo da crise, todos eles estão a contribuir para retrocessos enormes à escala global, num momento que se pretendia uma união mundial para enfrentar este e todos os outros problemas comuns, não obstante as divergências e diferenças culturais que nos separam. As relações estatais internacionais estão em rebuliço com o multilateralismo entregue aos poderes vigentes, sem que se perceba onde é que se meteu a única organização supra-nacional capaz de fortalecer e empoderar acções diplomáticas eficazes para a coordenação das soluções destes problemas comuns mundiais. O virar costas dos dois maiores blocos mundiais, EUA e China, é, evidentemente mau não só para os visados como também para o resto do globo. A crescente incerteza, e os problemas que vêm afectando o mundo são sintomáticos da falência dos Estados e da falência das pessoas. As pessoas estão se sentindo cada vez mais desiludidas, iludidas (por contraditório que possa parecer), impotentes, frustradas, zangadas, cansadas com as suas vidas, na generalidade do mundo pelo esmagamento que se tem vindo a sentir feito pelas economias predadoras da geofinança e do geocapital virtual. "We cant breathe" bem por isso se poderia tornar o slogan com maior denominador comum dos povos oprimidos, de todo o mundo, das classes médias esmagadas sistemáticamente ao longo das últimas décadas e das classes baixas, eternamente baixas, salvo muito raríssimas exceções que encontram um elevador que as elevam a outro patamar. We, the people, we cant breath, because we are being defeated by the ultra-rich, by the lack of solidarity, by the lack of empathy, by intolerance, by injustice. We need to be free! We claim our freedom and our dignity. We can breathe....yes, we can

10
Jun20

Portugal em dia de aniversário

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Hoje é dia de Portugal, dia também do 1º aniversário deste blog. Portugal é um caldo de emoções com enorme potencial de superação contínua, tendo-o provado no presente em que vivemos bem como no seu histórico e riquíssimo passado. O futuro, se houver lideranças fortes e mudanças estruturais na mente solectiva, no nosso subcosnciente comum, pode tornar-se um modelo paradigmático de força, resiliência, desenvolvimento e progresso, na melhoria substancial do colectivo e da consciência comum, em vez dos velhos do Restelo que muitas vezes nos impedem de alcançar o melhor do mundo, de todos os mundos, pois fomos nós que desbravámos, é certo por necessidade, o globo inteiro e espalhámos a nossa língua portuguesa pelos 4 cantos do mundo! Sermos filhos de Camões é, por isso, sermos filhos de uma herança de coragem destemida para enfrentar o futuro e o desconhecido, bem como as tormentas que de antemão sabemos que vamos ter de enfrentar. Ninguém de sucesso lá chegou sem ter superado obstáculos, muitas das vezes obstáculos muito maiores do que se possa calcular. Portugal enfrenta uma crise, porém essa crise pode ser ultrapassada com muita força e vontade colectiva em mudar, mudar o sistema caso seja preciso! Temos problemas estruturais mas temos uma alavanca completamente descurada para nos fazer evoluir, e essa alavanca é a língua portuguesa! A nossa língua é falada por milhões e milhões de pessoas em todos os cantos do mundo! Somos, para além disso, facilmente poliglotas, seja com o espanhol ou com o inglês. Fora, nas comunidades estrangeiras, somos muitas vezes os melhores, altamente elogiados nos seus desempenhos profissionais e nos sucessos alcançados. Esta riqueza trazida por uma língua comum falada por tantos milhões de pessoas que facilmente se pode traduzir numa cultura geral e/ou técnica/específica não pode de modo algum ser descurada. Aprendermos e ensinarmos. A finalidade no aumento da nossa inteligência colectiva tem de ser o afastamento das dificuldades e dos problemas estruturais que nos assolam enquanto Nação. Não podemos deixar que a perspectiva em que nos vejam seja a perspectiva de país pobre e periférico, mas na perspectiva de país em potencial ascenção, basta combatermos a corrupção, melhorarmos a educação e conseguirmos um Estado forte e interventivo, onde tenha que o ser. Temos de deixar de pensar que a riqueza é uma bênção e que todos nós podemos ser abençoados, mudando para isso o mindset individual e alguns paradigmas colectivos. Por exemplo, um dos paradigmas colectivos que tem de ser alterado é o referente ao dimdim do próprio Estado. Os Estados, tal como as pessoas em geral, necessitam de educação financeira. Tudo o que se ganha não pode ser gasto. Tal como as pessoas, os Estados devem ter formas de poupar, poupar para investir, ou poupar para, por exemplo, enfrentar situações calamitosas e inesperadas como a que hoje vamos enfrentando. Por mais que se diga que o dinheiro do Estado é dinheiro dos contribuintes: sim é, mas pensar que o Estado só deve orçamentar receita de forma a equivaler à despesa que tem não faz sentido para quem seja racional, como os alemães, aliás, povo que, exactamente, vai, ano a ano, gerando superávits. Também sabemos do gosto que há da classe política (em qualquer parte do mundo diga-se) em deitar dinheiro a rodos em betão, em estruturas físicas e visíveis para o....., como dizer, para o cego ver. Cego que vive mal e infeliz, maior parte das vezes, basta ir à rua ver. Assim sendo, porque hoje é dia de Portugal e dia de aniversário do blog, é importante esta esperança numa mudança rápida e esperançosa para Portugal e para os portugueses, para que nos orgulhemos mesmo no fundo do coração não só do país fabuloso que é como também do potencial que, em conjunto, iremos no futuro alcançar! Se Camões conseguiu passar as Tormentas, se Ronaldo conseguiu tornar-se dos homens mais ricos do mundo, todos poderemos conseguir! Na palavra impossível, tira-se o im e fica possível. Viva Portugal! Parabéns às utopias..

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