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Utopias Concretizaveis

Utopias Concretizáveis é um espaço em busca de um mundo melhor, através dos sentidos, sentimentos e pensamentos da autora, nas suas reflexões intimistas e, quiçá, inspiradoras, marcadamente politizadas.

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Utopias Concretizáveis é um espaço em busca de um mundo melhor, através dos sentidos, sentimentos e pensamentos da autora, nas suas reflexões intimistas e, quiçá, inspiradoras, marcadamente politizadas.

13
Mar22

A cruz e o poder da Mulher

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As mulheres carregam quotidianamente uma cruz enorme que advém da sua condição de género. São muito poucas as mulheres no mundo que poderão estar contentes com a igualdade de género efetivamente vivida. Essa é a nossa cruz. Diariamente as tarefas de casa, o trabalho invisível, é muito e, infelizmente, completamente desvalorizado. Foi só há cerca de um século que a mulher em algumas partes do mundo conseeguiu o mínimo de respeito dado pelo Estado: o direito ao voto. O direito ao trabalho e a possibilidade de ter educação e de ter um trabalho que lhe permita ter uma vida própria semi-independente continua a ser uma constante em todo o mundo. Não há muitas mulheres à face do planeta que vivam independentemente do género masculino. O dia da mulher, recém assinalado, é por isso, dia de luta e não, de comemoração. A mulher historicamente foi sempre vista como fraca, inferior, incapaz, dependente, e continuamente molestada, violentada, abusada, etc. De facto, a mulher tem sido muito boazinha. Verdade que mulheres no poder mais dificilmente declarariam guerras torpes como uma das que atualmente estamos a viver. De facto que esta "bondade" das mulheres tem de acabar. A mulher tem por um lado de mudar o pensamento/comportamento em relação às suas semelhantes como também ter um puro e duro "espírito capitalista" para com o outro género. Vida é tempo e tempo consumido em tarefas domésticas tem de ser remunerado, tal como tem de ser remunerado outras interações sociais de género, de uma vez por todas para a mulher se conseguir libertar do homem e ser verdadeiramente independente, independente para adquirir todos os bens que lhe apetecer, ser o que quiser, viver como quiser e fazer do seu dinheiro o que quiser. Viver aos pares para aparentar ser livre não é, de todo, ser livre. Pior é mesmo ser obrigada a viver aos pares. Ainda mais forte é viver aos pares e ser obrigada a trabalhar sem remuneração, e, tantas vezes, sem respeito, consideração reconhecimento. A muitas mulheres é negada educação. A muitas mulheres é negado um lugar à mesa. A todas é negada a liberdade! A mulher tem, no entanto, para além da necessidade de alteração comportamental social, uma arma poderosíssima que nunca ponderou colectivamente: ser mãe. Se todas as mulheres coletivamente decidissem em simultâneo não dar continuidade à espécie humana, seria a extinção silenciosa da espécie. Uma ideia poderosa!!! Sabemos que os humanos estão aqui no planeta por acaso. Sabemos também que a guerra vigente corre o risco de aniquilar a humanidade. Guerra de homens. Que mulher quer dar continuidade à espécie para fazer guerras, criar sofrimento, perpetuar desigualdades e pobreza extrema? Existem já livros de como seria o planeta caso o ser humano desaparecesse subitamente. Certo é que todo o conhecimento se perderia, todo o sentido da vida racional se perderia, tudo o que diz respeito à civilização, à história da humanidade, tudo o que nos possa passar pela cabeça deixaria de existir. Ficaria o planeta, fauna e flora e novas espécies. Um planeta limpo, regenerado. Porém o sentido está a ser o inverso: mais poluição, mais exploração de recursos do planeta, mais pobreza, mais pessoas, mais sofrimento, mais desigualdade, mais horror. A mulher tem uma cruz, tem também um poder. Nem a cruz nem o poder devem ser concretizados em absoluto, pois o balanço da sensatez racional deve prevalecer. Está nas mãos da mulher fazer valer a sua luta: a bem da Humanidade.

05
Mar22

Efeitos do mal

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Os efeitos do mal são infinitos, dado que vêm interromper o normal curso das vidas em sociedades assentes na paz. A nível macro qualquer guerra tem os seus efeitos seja pelo nº de pessoas deslocadas dos territórios em guerra, pela interrupção da produção (e comércio) de bens desses países, sejam eles agrícolas, industriais ou do setor terciário. Se a nível macro neste momento as consequências são imprevisíveis a nível micro são indescritivelmente trágicas. Se olharmos para o passado recordamos que a primeira guerra mundial durou de 1917 a 1919 e que a pandemia espanhola de 1920 a 1922 e os efeitos da recessão se fizeram sentir, mais ou menos intensamente, por uma década inteira, hoje, cada dia que passa é mais um dia trágico para milhões de pessoas e imprevisível para o futuro da humanidade. A corrida aos bens mais valiosos, metais preciosos, ocultou o sentimento imperialista que sempre esteve presente na cabeça do czar déspota. E isso gerou uma ataque sem precedentes, a escalar em mortandade e perigosidade, numa luta David e Golias. Tragicamente, o que acontece na realidade? Vidas interrompidas, projetos interrompidos, fuga em massa para territórios seguros. Porventura alguém terá ideia do que é de um momento para o outro, deixar cada objeto, cada memória, cada pertence emocionalmente conectado para trás, levando apenas umas mudas de roupa para fugir à morte e deixar para trás a vida? Olhamos à nossa volta e não fazemos ideia, ou, talvez tenhamos um pouco a ideia, mas não num cenário de guerra e morte. A tristeza, a dor, a incerteza, a angústia, o medo são os sentimentos mais recorrentes de todas as infelizes pessoas a quem um louco provocou. Independentemente de ter muitos ou poucos seguidores (Hitler tinha muitos seguidores) os valores respaldados nas modernas democracias ocidentais, do direito à paz e dos direitos humanos têm de fazer valer e reorientar o curso da história que agora foi desviado. A bem da Humanidade, a bem de todos nós. É um dever moral acima de tudo, mas um sentimento humanista que nos deve guiar na busca pela paz perpétua pois civilização é, apenas e só, isso mesmo: paz.

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