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Utopias Concretizaveis

Utopias Concretizáveis é um espaço em busca de um mundo melhor, através dos sentidos, sentimentos e pensamentos da autora, nas suas reflexões intimistas e, quiçá, inspiradoras, marcadamente politizadas.

Utopias Concretizaveis

Utopias Concretizáveis é um espaço em busca de um mundo melhor, através dos sentidos, sentimentos e pensamentos da autora, nas suas reflexões intimistas e, quiçá, inspiradoras, marcadamente politizadas.

29
Abr23

Normal

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Nos tempos em que vivemos necessitamos de olhar para nós, para dentro, refletir, e sobretudo, olhar para o mundo, fazendo juízos de valor acertados. Os caminhos que trilhamos nas escolhas diárias e constantes devem sempre pautar-se pelo certo, pelo verdadeiro, pelo normal. Infelizmente a anormalidade está cada vez mais presente no nosso mundo, no nosso quotidiano, e, por vezes, em alguns casos, em nós, quando não nos apercebemos que no passado cedemos e fizemos as escolhas erradas....cedemos ao egoísmo, cedemos à ganância, cedemos à luxuria, cedemos às aparências, cedemos aos valores, cedemos, ou acabamos por ceder, ao crime. Assistimos cada vez mais às pessoas a cederem, a cometerem atos tresloucados e desesperados, a ter comportamentos totalmente reprováveis....Muitos, dentro das sociedades, ao longo do tempo vão dando espaço à normalização de todos estes tipos de cedências, e é o pior que se pode fazer....Não se pode normalizar o mau, o mal, o incorreto, a mentira, o inqualificável. Poucos tendem a olhar para dentro e fazer essa reflexão....A sociedade encaminha-se no sentido oposto, dado a escassez de recursos, naturais e não naturais, dado o aumento demográfico imparável, dada a poluição cada vez mais insuportável, dada a falta de Justiça, de Leis, no mundo....Num mundo multipolar que se tornou bipolar e teima em não aceitar abraçar o futuro do caminho do bem: o governo mundial. Não é normal que se viva cada vez mais em solidão com cada vez mais pessoas no mundo, não é normal que haja tanto desperdício com tanta gente a morrer de fome, não é normal que os ricos fiquem mais ricos e os pobres cada vez mais pobres, não é normal que os comportamentos sociais anormais se tendam a normalizar....É o que tem acontecido. O ressurgir das ascensões dos extremos mais não é do que aceitar o anormal como um normal cada vez maior e mais frequente. O maior cancro de um Estado de Direito é não haver direito, mas quotidianamente torto, tudo! Não é normal que um Estado tenha milhares de licenciados em direito, uns a trabalhar em caixas de supermercados, outros em outras profissões, empurrados pelas circunstâncias de vida mormente a necessidade de subsistência diária, alimentação e habitação, o mínimo condigno, e haver, simultâneamente, contendas judiciais mais de 10 ou 20 anos por resolver!! Não é normal! Não é normal roubar um computador do posto de trabalho (é cada vez mais frequente...) mas não é normal! Não é normal assistir à crescente poluição do planeta e ter comportamentos que contribuem para o seu aumento....Não é normal! Não é normal ceder...Não é normal calar....Não é normal nada dizer, nada fazer....As injustiças tornaram-se cada vez mais gritantes atingindo cada vez mais e com mais frequência as pessoas de bem. Por isso estas se revoltam...porque não é normal....As ascensões emergem pela falta de resposta do sistema, sistema que normalizou todas as cedências feitas, pelos que não se olham, não olham para dentro de si. O mundo não é dos sábios, muito menos dos inteligentes, o mundo é dos canalhas! E esta é a justificação da ascensão das revoltas....As cedências feitas pelos outros por quem nunca fez cedência nenhuma....A escolha é de todos, muitas vezes caminhos difíceis e desesperantes mas as cedências são só de alguns....Num momento em que emerge a inteligência artificial, que já se tornou tema de debate mundial por potencialmente e pela primeira vez poder desempenhar um papel de ameaça à existência do próprio Homem, que venha a Inteligência Artificial, pois esta não cede, não precisa ceder.....Nós que precisamos de aprender, cada vez mais, com mais inteligência, com mais humildade, com mais humanismo, com mais comunitarismo, a máquina decidirá por nós, para nós, só contra nós se nós cedermos....O futuro normal vai ser diferente certamente, mas sem cedências à anormalidade, a bem da Humanidade, se esta existir....A humanidade abraçar a cosmologia fará de nós humanos....Com normalidade, olhando para dentro de nós...

08
Abr23

Este

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Este

Este - Oeste / Norte- Sul- As duas dicotomias divisoras do mundo. Para quem é europeu, branco, homem, o século XX terá sido um século de vida ainda que turbulento em alguns períodos, foi, na sua última metade, um período de paz, de estabilidade, de crescimento, de reforço de direitos sociais. Porém, enquanto a construção da Comunidade Económica Europeia se fazia, lentamente, em nome da Paz, o mundo seguia também o seu caminho, ao seu ritmo, com os seus trunfos. O Eurocentrismo constante na mente de cada um dos homens europeus, que centravam, e bem, a necessidade de paz a todo o custo da melhor forma possível, fez esquecer, por outro lado, as preocupações com a sustentabilidade dos seus modelos económico/sociais e com os outros três eixos do planeta, o Sul, o Este, e o este-sul. O hemisfério norte sempre conseguiu ao longo da história do mundo efetuar a maior concentração de riqueza de todo o planeta. A revolução industrial tida na Europa do Século XVIII alavancou ainda mais  esta disparidade geográfica entre blocos regionais. À Europa sempre se associou o nascimento e manutenção de impérios, de colónias, porém, esse mundo foi-se e deixou marcas. Os Estados conquistados e colonizados adquiriram as suas autonomias e auto-determinações, caso dos três grandes, Estados Unidos, Brasil e India, tanto em termos geográficos, de território, como populacionais. Se em alguns casos as raízes culturais foram determinantes para o caldo cultural que se formou, em outros, a cultura antecedente imprimia uma força e vigor maior do que a cultura metropolitana. Ao longo da História da Humanidade a evolução cultural se fez em territórios geograficamente distintos, porém, a fraca veia intercomunicacional entre os extremos geográficos sempre foi um obstáculo a uma globalização iniciada pelos portugueses no século XV. Só no século XX, século de duas guerras mundiais, mas também século de grandes avanços científicos, se estreitou o canal comunicante, tecendo redes interligas pelo mundo entre os diversos actores políticos. A disputa pelo poder tornou-se uma realidade no fim do século com 3 gigantes geográficos: Estados Unidos, Russia e China. A China, pela sua população, pela sua organização política e pela forma como entende o exercício do poder e subsequente expansão económica e cultural conseguiu posicionar-se como país emergente à conquista (?) do estatuto de país mais poderoso do mundo. Está e vai consegui-lo. Do lado oposto, os Estados Unidos, que conhecemos um pouco melhor, país capitalista na sua essência e, sobretudo, na sua prática, extremando ao máximo a busca pelo lucro, ainda que isso tenha constituído um sistema distorcido, falso, iníquo, complexo e doentio. Assim, enquanto que o Oeste continua segundo (e seguindo) o guião norte-americano, da China pouco ou nada se sabe: não se sabe que modelo de sociedade idealizam, que modelo têm, que valores possuem, que traços os marcam, pelo que a indefinição e o desconhecido contrasta com o conhecido doentio. A Russia, enquanto Estado pretende ver reconhecido o respeito enquanto Estado poderoso, com uma cultura rica,  admirável e que protagonizou uma corrida ao espaço no século passado com os "so help me God" (como se God estivesse na boca, coração, corpo e sentimento de hipócritas). Ora o Este, vai dominar o século XXI e seguintes. O poder político/económico conjugado com o mercado infinito de dois países Orientais (na nossa posição) China e Índia, vai manifestar-se acentuadamente nas próximas décadas, e o que estamos a assistir, a viver, infelizmente, é essa luta pelo poder, essa aceleração da história que levará cerca de 30 anos a estabilizar mas que até lá já nos levou por uma pandemia, uma guerra, uma inflação enorme, a par do esmagamento sentido do poder politico/económico do ocidente. A Europa, sem saber o que fazer, que rumo tomar, continua tola enrolada numa auto-ilusão de que, os direitos humanos, o modelo social, o ambiente, são o seu farol, o seu marco diferenciador e a bússula de valores que crêem ser melhores do que o resto do mundo, numa imagem hetero-paternalista de um mundo que não existe e que não joga o mesmo jogo. Não é por acaso que a Europa perdeu, e continua a perder relevância todos os dias, definha, o seu povo envelhece, porque, mesmo neste suposto modelo social europeu de que todos em abstracto mas nenhum cidadão em concreto usufrui, arrastará consigo e com os seus cidadãos o declínio perpetuado em museu de cera configurador de tipo-ideal Weberiano, quando ao redor se assiste ao Darwinismo Social. É pena que o mundo seja espartilhado em blocos, negando os direitos básicos, negando a existência e biodiversidade dos seres, pelo bem de poucos e o mal da maioria, num caminho torto que o mundo tende a não conseguir endireitar. Felizmente, a notícia de que a população mundial irá decrescer no final do século, é, desde há muito uma boa notícia, porque ninguém merece vir ao mundo para ver e viver as desigualdades gritantes que se manifestam ainda antes de se nascer. O equilibrio, a razão, e também o coração, são, e devem ser sempre o guia de um mundo melhor, a Este, a Oeste, a Norte, ou a Sul, não deveria importar....O mapa do mundo apenas é uma representação mental de uma manifestação geológica e física, todas as outras características são barreiras que o homem criou com o pensamento....

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