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Utopias Concretizaveis

Utopias Concretizáveis é um espaço em busca de um mundo melhor, através dos sentidos, sentimentos e pensamentos da autora, nas suas reflexões intimistas e, quiçá, inspiradoras, marcadamente politizadas.

Utopias Concretizaveis

Utopias Concretizáveis é um espaço em busca de um mundo melhor, através dos sentidos, sentimentos e pensamentos da autora, nas suas reflexões intimistas e, quiçá, inspiradoras, marcadamente politizadas.

29
Jun23

Mar doce

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"Ó mar salgado quanto do teu sal são alegrias de Portugal!".....Podia ser assim a estrofe....Por natureza, a poesia tende a ser melancólica, triste, depressiva, mas sem razão. O poeta escreve transbordando sensações, sentimentos e emoções....Mas o poeta enquanto ser sensível deve fazer, de igual forma ou com mais veemencia ainda, ode à alegria, à esperança, ao positivo, à contemplação, à felicidade que emana dentro de nós. O mar salgado leva tudo o que de mau e mal existe em nós e no mundo, no nosso mundo....Claro que o mar levou muitos homens para longe sem retorno, claro que esses acontecimentos são sempre trágicos e se respeito se deve ter, e muito, é ao mar, e à natureza em geral. Ela está sobreposta a nós, criaturas totalmente insignificantes. Mas se pensarmos, todos os anos, todos os dias, a cada mergulho, o mar nos enche de alegria, nos limpa o corpo e a alma, nos enche de humildade e de contemplação. O mar tem esse dom, um dom fantástico: Limpar as energias negativas, individuais e colectivas....Deveria ser aclamado, mar e sol, como a dupla sagrada de Portugal. Ode à eternidade efémera. Ode à vida. Até a temperatura do mar é positiva, energizante, para mentes e corpos fortes e corajosos. Para os portugueses. É no nosso mundo que devemos procurar as nossas fontes de alegria, os nossos prazeres quotidianos. Andar em pelota na praia é sentir comunhão plena com a natureza, parte integrante de um ente superior que nos esmaga pela sua grandiosidade. "Ó mar salgado, quanto do teu sal são alegrias de Portugal!" Torna-se o mar doce pela descarga de dopamina, serotonina, endorfina e outras inas que sentimos a cada sopro, cada sopro nosso, cada sopro marítimo, cada onda, cada molécula de àgua. Na vida não necessitamos de muito para sermos felizes, necessitamos de ter o nosso mundo em equilíbrio, de buscar a alegria na contemplação das coisas simples, nos risos e sorrisos das crianças a brincar na areia, nos seus primeiros banhos, na natureza viva. Nada mais Zen que o Sol. "Comprimido" melhor para toda e qualquer maleita, obrigatória prescrição médica. Infelizmente, um bem gratuito que, ainda assim, é passível de abuso e usurpação geradora de desigualdades. Um pena...Viva o mar doce de Portugal....

23
Jun23

Lar

housing-081718.jpg. Lar. Passámos a não ter lar, apenas casa. O capitalismo selvagem trouxe consigo um problema que sempre existiu em Portugal, o problema da habitação. O terramoto de Lisboa organizou uma cidade estagnada na sua população dado que o aumento exponencial da população, em qualquer parte do mundo apenas aconteceu em meados do século XX. O país era pobre, rural, ignorante, aqui, mais acentuado, mas um pouco por todo o mundo a caracterização se assemelhava. Os movimentos migratórios do campo para a cidade aconteceram no século passado, com a industrialização massiva e  com o aumento do 3º sector, do sector dos serviços. A burguesia deixara de ser a única classe profissional que não pertencia nem ao sector primário, nem ao sector secundário. O país, pobre, produz leis de proteção dos inquilinos, desde antes da república. Enquanto isso tomba para litoral, Lisboa, Setubal, Porto e arredores. É natural. O mundo rural não tem nada a oferecer às pessoas, só miséria, solidão e vida dura. Claro que se perguntarmos ao chatGP como a natureza quotidianamente se comporta ele não sabe responder, mas essa é uma sabedoria que, infelizmente, se está a perder e que quem a tem não a sabe valorizar, principalmente num mundo e sistema subsidiado como o nosso, e num mundo que apostou no desenvolvimento cientifico quando este não se revelar um retrocesso científico: Não sabemos. Até aos anos 90, Portugal era um país relativamente estável, que começou a ver progresos concretos da sua entrada na CEE, e isso também se viu, de facto, no aumento da oferta de habitação, na construção de novos edificios e novos bairros na expansão das nossas cidades... Lisboa cresceu. Lisboa cresceu tanto que a delimitação entre si e a cidade vizinha não se distingue sequer. Lisboa é uma imensidão de território que começa na praça do comércio e termina lá em cima quase em Santarém!!! (pronto, ok, também não,....mas não falta muito)....(Por falar nisso, uma aeroporto de Lisboa em Santarém não é descabido porque a(s) cidade(s) (?) vai continuar a expandir-se, agora mais do que nunca..).. Depois de uma relativa acalmia eis que a imigração surge em força, a par do capitalismo selvagem e dos fundos de investimento especulativo imobiliário. Se dermos uma vista de olhos ao parque habitacional do país verificamos, igualmente, a mentalidade idiota dos conterrâneos...Não fosse crime, em placas de anuncios onde volta e meia passo, escreveria, em cima de "vende-se", "doa-se"....e mesmo doado não sei se alguém quereria....Não tem explicação o absurdo! O português, culturalmente, queixa-se, mas quer levar os seus bens para a cova!!! Levem para a cova!!! É impossivel competir, neste momento, com casais norte americanos, que continuam a invadir o país, com um poder económico mensal que ronda os 7, 8 mil dólares, quando não é apenas um deles a ganhar essa quantia...É um mercado totalmente impraticável, porque, por um lado, o país tombou totalmente para Lisboa, e, por outro, a oferta é escassa e a procura é infinita. Aqui entram os fundos de investimento. Neste momento a habitação em Portugal está 3 vezes mais cara do que o preço considerado justo para o nível de vida dos portugueses. Várias coisas vão ter de mudar. Por um lado, as casas (?) e ruinas que nunca serão vendidas serão isso mesmo, cimento edificado, por outro lado, onde há procura de habitação tem de haver mais oferta, mais construção, sem duvida nenhuma, e essa, é uma responsabilidade total do Estado, o seu fomento, e mesmo a sua construção. Depois temos de ver se enquanto sociedade queremos pessoas a "morar" em beliches, sejam portugueses ou estrangeiros. E se estrangeiros temos de, enquanto sociedade, sabermo-nos organizar e organizar a sociedade e o sistema para que nenhum estrangeiro seja beneficiado em detrimento de um português. E depois também temos de discutir se o direito social à habitação se é temporário ou permanente e se é para o roto ou para o nu...porque de facto ainda aqui o sistema é muito falho e injusto. Em tempos de instabilidade financeira, instabilidade laboral, instabilidade privada/familiar, ter um lar é coisa para privilegiados. Infelizmente, é o (triste) país que temos....

21
Jun23

Morder o sistema

un.jfif.

As sociedades atuais, com o exponecial aumento populacional, e a crescente concentração de riqueza em meia duzia de pessoas no mundo (excluindo, naturalmente, alguns políticos) acrescido de disrupções tecnológicas levou, nas últimas décadas ao eterno problema da falta de trabalho. Muitas vidas de pessoas capazes (muitas vezes muito capazes) se perdem na falta de oportunidades de exercício profissional e carreira profissional. De facto, em qualquer parte do mundo, trabalhar para o Estado é a melhor aposta. Mas não é para todos. Desconheço se existem estudos (deve haver, há estudos para tudo e mais alguma coisa, pago com dinheiros dos contribuintes desempregados, claro) que demonstrem quanto tempo as pessoas dispendem, quantos anos dispendem, na procura de trabalho, até atirarem a toalha ao chão, e se tornarem estatisticamente inativos. É um problema que, como é óbvio, infelizmente, afeta mais mulheres do que homens. É um problema que, infelizmente, afecta mais situações fragilizadas do que outras mais favorecidas. Os maus são sempre os piores dos piores. Num país e num mundo sem rumo, com tanto por fazer, com tanta coisa para fazer, e com tantas pessoas tão capazes não se percebe a esquizofrenia. Uma classe baixa que sofre, uma classe média que sofre e uma classe alta que se fica a rir. A concentração de riqueza não é economicamente favorável ao desenvolvimento e progresso de uma sociedade e do mundo em geral, uma vez que ter mil milhões de dólares ou cem mil milhões de dólares, na prática, para o seu dono, pouco lhe afecta. Há uma quantia acima de um determinado montante que, pura e simplesmente, deixa de fazer diferença. É o chamado "dinheiro virtual", que tem o enorme problema de ter sido criado, e ser totalmente reconhecido pelo sistema. A concentração de riqueza é moralmente reprovável. O sistema é reprovável. Não foi por acaso que Marx existiu, e longe estaria ele de ver, de percepcionar, aquilo que a realidade atual nos mostra com certeza, com numeros, com verdade, basta ir às redes sociais, basta perceber o que é o mundo fora do nosso mundo....Marx não tinha sequer essa Dantesca visão. Pobreza extrema e riqueza ultra-milionária no mesmo lugar. Horrível. É pois, por isso, necessário, morder o sistema, arrancar pela raíz o malefício das desigualdades, afinal, se o Estado não serve para isso serve para quê? Para perpetuar ad eternum o seu medíocre papel através de medíocres "elites"? Se visão crítica, vontade política e ética republicana existisse o país, a Europa e o mundo não estaríam assim, no caminho estupido que escolheram. O sistema, um dia, volta-se contra .....o sistema....Estará bem quem estiver liberto do mundo. Liberdade é tudo.

19
Jun23

To Care

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Cuidar. Cuidar é doarmo-nos, é um ato de amor, é dar o nosso tempo e o nosso trabalho e com isso abdicar de outras coisas, muitas vezes de viver a própria vida. Cuidar exige muito de nós emocionalmente, pessoalmente e financeiramente. Cuidar tanto se pode aplicar a cuidar de um (ou vários) animal de estimação ou cuidar de uma pessoa, seja bebé, seja pessoa com alguma patologia, seja pessoa de idade avançada. É muito triste ver um animal a sofrer, acompanhar as suas últimas semanas e últimos dias de vida. Peguei-lhe enrolando-o num lençol, com ele completamente teso, morto, e magro. Compreendi que os animais também pressentem a morte, e também fogem dela a sete pés, agarram-se à vida até não poder mais. O medo é comum a todos. Das pessoas que tratei e ajudei a tratar verifiquei o mesmo: um cancro terminal, um alzheimer, uma acamada e uma longeva que teve um infortunio aos 107 anos, ficando alguns meses agarrada à vida. Embora as sociedades tenham dado totalmente esse papel ao género feminino ele é ilógico e iniquo. Ao contrário de um bébé que a mãe tem de amamentar (e nos dias de hoje já nem isso, pois pode fazer extração do leite materno a priori após poucos meses) não há uma unica justificação para que a responsabilidade (e o trabalho!!!) seja exclusivamente da mulher. O trabalho é pesado, quando se trata de pessoas idosas e/ou dependentes. É puro trabalho braçal que exige musculos fortes de homem!!! Não de mulher!!! É como as camareiras dos hoteis.....As camareiras de hoteis deviam ser homens!!! Não mulheres.....Não sei quantas mulheres estarão sem diagnóstico semelhante ao meu por puro desconhecimento (delas, dos médicos e da sociedade em geral). Mulher não nasceu para trabalhos físicos!!! Queremos igualdade sim, mas naquilo que somos iguais! No pensamento, na liberdade de opinar, na liberdade de escolher. Não queremos igualdade naquilo que somos desiguais!!! Somos biológicamente desiguais!!! Voltando, é impensável ver um homem cuidar de um animal de estimação nas suas semanas e ultimos dias de vida, como se de um filho se tratasse...Não se vê.....Os homens devem achar (porque são idiotas) que isso é coisa de mulher, que faz deles menos homens, faz deles menos machos.....quando na verdade faz deles mais atrasados...Há pouco tempo nas redes sociais havia a noticia de um tribunal ter decidido a custódia de um filho a um homem. Um homem comentou algo como finalmente a justiça reconhece que nós homens também somos capazes....Lá respondi (e nunca tive tantos likes numa publicação!) "de facto, vocês tiveram a humanidade toda para provar que eram capazes! Ainda nos dias de hoje têm todos os dias a possibilidade de o provar! Mas não o fazem.....Folgados....para não dizer pior".... Cuidar é um ato de amor, mas é um ato de amor que deve por um lado provir de dentro, por outro radicar numa substancial mudança de mentalidades. Hoje foi noticia, infelizmente, uma filha que matou a mãe de quem cuidava, em Coimbra, num bairro de classe média. A mãe tinha outro filho (pelo menos) médico psiquiatra, .....a filha nas suas circunstâncias desenvolveu uma depressão. Os vizinhos foram unânimes. A filha se doou, cuidou da mãe até não poder mais.....literalmente, até não poder mais.....matou e matou-se....o filho? na boa vida, como sempre....A sociedade dá a responsabilidade só a um....Se por um lado há uma hipocrisia de um Estado que paga cerca 600 euros a uma instituição para cuidar de um idoso, não pagando o equivalente à familia (às filhas, que são as cuidadoras) por outro continua a compactuar com um direito da familia completamente retrógrado e injusto: Qualquer cidadão deveria poder deserdar um herdeiro. Qualquer cidadão com um familiar a cargo deveria poder entrar com uma ação judicial de carácter urgente para que fosse (tal como com as crianças e também aqui muitas vezes erradamente, lentamente e cheio de querelas legais que não visam o superior interesse da criança) dado ao cuidador, familiar ou não familiar, a hipótese de ver o seu trabalho remunerado (recorrendo a penhora imediata de salários e outros bens) e remunerado de acordo com um lar de custo médio, acrescido de descontos para a segurança social, contra os outros herdeiros, ou responsáveis familiares directos. Para além da experiência pessoal, sei de vários casos, por motivos profissionais que a parte que já é fraca por natureza ainda se vê mais fraca, privada da possibilidade de trabalhar no mercado de trabalho por um lado e por outro fazendo um trabalho que não lhe compete (exclusivamente) a si, mas a mais irmãos e irmãs, a acrescer a ausência de qualquer benefício futuro! Em relação às crianças, a possibilidade de em caso de incumprimento de pagamento de pensão alimentar, penhora imediata e (em caso de sonegação de bens e apresentação rendimentos fraudulentos) à semelhança do Brasil, cadeia! Ou seja, considerar o não pagamento de pensão de alimentos a filho menor, crime. Ainda para mais num país como Portugal, inserido que está na União Europeia, que não permite, ou dificulta em extremo a possibilidade de uma mãe se fazer à vida (ou do filho mesmo) vendendo comida ou fazendo qualquer outra atividade rapidamente rentável (ainda que muito pouco) por causa da porcaria das licenças e das proibições e disto e daquilo. Este mês também fui confrontada com um casal estrangeiro que queria o divórcio, ele americano milionário, ela inglesa sem 200 euros no bolso....Ao contrário do direito anglosaxónico, na qual, nestes casos, é o marido que paga as custas que houver a pagar, aqui não, é dividido a metade, custas de honorários e custas judiciais....resultado....nem quero imaginar! A cegueira desta sociedade, o modo como está desenhada, e, como vivemos dogmaticamente, em espécie de bolha, nem notamos, é nociva, totalmente nociva e totalmente iniqua. Se algo aprendi é que o que é dos pais é dos pais, e portanto, uma comunidade que culturalmente assenta num conjunto de características desiguais, retrógradas, que infantiliza os filhos ad eternum, e não os quer soltar, mas que depois não assume papel ativo num envelhecimento saudável e se rege por egos, lutas de poder e dinheiro não tem futuro. Como dizem os brasileiros, não há herança de pessoa viva, mas é importante doar e doarmo-nos porque as nossas mães doaram-se e muito mais do que imaginamos! É preciso abrir cabeças, e perceber que se uma mãe (também há más mães) deu o melhor que pôde, em termos emocionais, educacionais, alimentares até e financeiros, devemos fazer o mesmo com elas. É preciso alterar profundamente, pelo menos, o Código Civil Português e fazer justiça, intergeracional, intergéneros, justiça concreta, rápida e visível. Os danos pessoais, emocionais, sociais e económicos são fortíssimos...Educar para cuidar....Cuidar de pessoas, cuidar de animais, cuidar da natureza. Doar. Crescer e enriquecer por dentro.

16
Jun23

Masculino Troglodita

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O Japão criou há anos o Ministério da solidão. Não admira. As pessoas estão cada vez mais alienadas, estão cada vez mais sozinhas, independente de estarem casadas ou solteiras. Numa conversa recente, e depois de um episódio passado há minutos, só não reagi porque não posso, por causa da minha saúde ( ou falta dela). Nessa conversa recente falávamos sobre os homens. A minha interlocutora dizia que já havia notado o quanto os homens portugueses são horríveis enquanto me relatava as situações em público que já havia assistido com essas criaturas. Tenho para mim que, salvo raras exceções, os homens não prestam (os portugueses que são os que conheço), Irresponsáveis até aos 40, imaturos até aos 60 e trastes até aos 100. A culpa é de uma sociedade retrógrada, machista e invejosa, toda a sociedade. O homem está longe de perceber (e de querer perceber) o valor da mulher. A maioria sai de casa dos pais, sob o dominio da mãezinha, para se enfiar numa casa com as mesmas mordomias. Contava-me ela também, que uma outra pessoa havia dito para o companheiro que só iria morar com ele, depois de ele ir viver uns tempos sozinho. Ora já se sabe o desfecho....Em termos comparativos fazíamos análise de culturas diferentes e de direitos diferentes. Cá um atraso completo, normal, quem faz as leis são os homens (as mulheres que lá estão é só a fazer figura e ganhar o delas....) e portanto não vão aprovar leis que os desfavorecem. Os poucos homens dignos de assim serem chamados foram aqueles que, em momentos muito pontuais, avaliei o comportamento, o contexto e o histórico e disse para mim: "sim senhora! Isto é um homem!". E não, muito longe das atitudes rudes de brutamontes que por aí pululam, bem pelo contrário. O homem que vive em comunhão não dá conta do exigente exercício que é manter uma casa decente....Uma mulher quando opta por ficar em casa cuidando da casa, do companheiro e dos filhos é uma mulher de muito valor. É uma mulher que abdica de si própria e de construir uma carreira, é uma mulher que trabalha constantemente, é uma mulher que acaba por se tornar frustrada, porque o trabalho que faz é invisível. As refeições diárias caseiras são 4, todas elas exigem: 1) ir às compras comprar o alimento 2) Carregar os sacos das compras 3) Guardar as compras 4) preparar a comida 5) lavar a loiça (lavar a loiça 4 x por dia ou colocar loiça para lavar 4x por dia) 6) arrumar a loiça nos armários. Quando acorda, a mulher 7) abre janelas, 8) levanta estores, 9) sacode lençóis, 10) faz as camas, 11) prepara as roupas do banho, 12) arruma as roupas sujas, 13) lava as roupas sujas, 14) pendura as roupas lavadas, 15) separa as roupas, 16) arruma as roupas. Aí, a mulher, 17) limpa o pó de cada objecto em cada divisão da casa, 18) arruma cada divisão da casa, 19) aspira cada divisão da casa, 20) lava cada divisão da casa, 21) encera cada divisão da casa. Depois 22) leva o saco do lixo para o lixo. Entretanto chega um traste que julga que ela nada fez e que resmunga porque ela não está pelada na cama à espera dele perfumada e hidratada. Quando os filhos existem a coisa complica. Primeiro porque um filho requer 24 horas sobre 24 horas de dedicação, durante 3 anos sendo o primeiro ano o pior de todos.Depois porque há sempre um monte de coisas para carregar. Quem carrega? A escrava da mulher. A mulher deveria receber um salário só por cuidar da casa! Mas não. O homem trata mal a mulher, o homem evita qualquer trabalho físico e, pior, mesmo trabalhos físicos mais pesados fica-se fazendo de idiota, foge de os fazer, finge que não vê, exige, trata mal, diminui, quando não maior parte das vezes, empurra com a barriga...Homem empurra tudo com a barriga. Homem é covarde, homem é preguiçoso, homem é egoísta, homem é machista, homem é desleal, homem é infiel, homem é calhorda! Nunca conheci um homem que eu soubesse que houvesse tomado conta da sua mãe nos últimos anos da sua vida como a mãe tomou conta dele, dando banho, cozinhando e precisando, dando o comer na boca.. Nunca conheci. Sempre achei que, a ter filhos, por favor não fosse um homem, pois são insensíveis, desumanos e egoístas, no fundo, trogloditas. Uma mãe faz por um filho homem o que nunca vi um filho homem fazer pela mãe, retribuir, ter os mesmos cuidados e os mesmos trabalhos. O que a sociedade criou foi no fundo uma domesticação da mulher enquanto escrava ao serviço do homem. Ao serviço em todos os sentidos, no domínio pessoal, no domínio profissional, no dominio afetivo: tudo gira em torno dele e do seu bem-estar. Homem não respeita a vontade sexual da mulher, homem não respeita a vontade geral da mulher. O cavalheirismo, aquilo que antigamente era constituído por uma série de regras, das quais, homem protege a mulher, homem cuida da mulher, homem jamais em tempo algum sequer ousa pensar bater numa mulher, homem carrega qualquer peso para a mulher, homem abre a porta para a mulher, isso, que é o básico, infelizmente, desapareceu. O que há são folgados, violentos (fisica e/ou psicologicamente), irresponsáveis, imaturos, crianças grandes mimadas, que (na teoria de um homem) a ausência de guerra fez fracos e medíocres. Passam a vida nos cafés e bares e estádios de futebol e comezainas e nas gajas...Não possuem responsabilidade afetiva, respeito, maturidade, senso de justiça, sendo de lealdade, senso de coragem, senso de trabalho. Escolhem as mulheres por motivos socio/económicos, quando não são abertamente uns gigolos autênticos. A maioria é arrogante, acha-se superior, especial, intocável, quando no fundo nem interessantes são. Vivem em função deles próprios e das aparências. Muitos são maus, criminosos. São, no fundo, criaturas mediocres, saídas das cavernas da Troglodiândia....Infelizmente o pensamento deles, o sistema, está construído e enraizado com tal intensidade que só nos apercebemos com muita clareza quando ouvimos especialistas falar, de forma a perpetuar o bem estar destas criaturas...Triste....Mas no meio do palheiro (ou do chiqueiro) haverá, certamente, várias agulhas...

15
Jun23

Gaslighting ....

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Gaslighting é um termo novo no vocabulário mundial. Nasceu pela mão da psicologia e é uma forma de manipulação ou distorção da realidade de uma pessoa por parte de outra pessoa. Surgiu no contexto de estudos sobre relacionamentos e sobre personalidades manipuladoras e narcisistas mas abarca situações fora do contexto familiar. O objectivo de quem faz gaslighting é que o outro, a vítima, acabe por se tornar tão vulnerável daquilo que diz que passa a duvidar das suas opiniões, das suas crenças, dos seus sentimentos e, até, dos seus sentidos. O gaslighting tem por isso um actor ativo e uma vítima passiva. Quando a pessoa nos faz duvidar de nós proprios está instalada a mão invisivel da marioneta sobre a nossa cabeça. A percepção da realidade e a sanidade mental tornam-se prerrogativas da vítima, longe que está de perceber o seu papel e o seu sentido. Por exemplo, frases como "estás louco/a" ou "não foi isso que aconteceu" são expressões proferidas pelo/a autor/a do gaslighting como forma de distorção da realidade no outro, que, normalmente, quando proferidas, mais não são do que assunção indirecta e velada de culpa e verdade. Assim, a vítima sente-se presa. Presa na dúvida. Presa dentro de si. Insegura, totalmente insegura. Enclausurada, de mãos atadas, enjaulada. O conceito extravasou: Ao gaslighting passou a perceber-se exactamente o mesmo padrão em uma situação muito específica: na comunidade médica. Desde sempre houve um problema de género na comunidade médica. Os protagonistas sempre foram masculinos, os cientistas, os médicos, os farmacêuticos, etc...Só de há 3 décadas para cá o género feminino passou a entrar na atividade profissional. Ainda assim, até então, mesmo as situações respeitantes à biologia feminina, às questões de saude femininas foram sempre abordadas e estudadas por homens....Incompreensivelmente. O Gaslighting médico é, por isso, a total ausência de empatia, respeito e consideração dos médicos homens para com as suas pacientes femininas. Até há bem pouco tempo, doenças como a fibromialgia (ainda tão mal estudada e justificada pela comunidade médica nas suas causas e consequências), só para dar um exemplo, eram consideradas coisas da cabeça da mulher. Não sei quantas mulheres terão sido vítimas de gaslighting por parte dos médicos com esta total ausência de empatia, que mais não é do que produto da arrogância e ego dos médicos, ao longo da história da humanidade. O gaslighting médico é totalmente nocivo às mulheres (e eventualmente aos homens) quando desconsidera os sintomas e queixas das pacientes desvalorizando-os e reduzindo-os a pó, no alto do seu santuário. Como sou vítima, sempre que saio de um consultório, saio totalmente consternada e revoltada com a ignorância, arrogância e estupidez humana do género masculino. Saio eu, e saem todas....É totalmente lamentável esta atitude uma vez que 1) em patologias que afectam qualquer um dos géneros se observa uma total desigualdade de tratamento (e tratamento médico) entre os dois géneros; 2) em patologias que afectam exclusivamente o género feminino, o caminho para tratamentos, diagnósticos e curas é muito mais longo, e muito mais longo conforme a frequência/número de pessoas afetadas, e conforme a frequência/numero de pessoas do género feminino profissionais de saude ou da ciência ou da academia afectadas....Resumindo, .....é horrível, triste. Por mais que os profissionais de saúde sejam abordados com educação o grau de dificuldade está lá. O gaslighting aqui é evidente, pois as queixas não são tomadas em consideração, não são levadas a sério. Devem ser raros os casos que consideram a pessoa paciente como uma pessoa, um ser humano, que está ali, e que não está ali porque lhe apetece, não está ali porque não tem mais onde gastar o dinheiro, não está ali porque não tem forma melhor de passar o tempo. Está ali por algum motivo. O gaslighting médico tem de ser divulgado, denunciado, pois a sua presença não faz avançar a ciência e, sobretudo e em primeiro lugar, não é humana e está longe do juramento de Hipocrates....Curioso nome....Descer do pedestal é difícil....Mas a atitude certa das vítimas é terem consciência da sua realidade, da verdade dos sentidos, sentimentos, crenças e opiniões, e nunca, nunca, se deixarem vencer por quem as tenta fazer pensar o contrário....O Gaslighting como forma de manipulação, se for divulgado, passa a ter uma menor margem de manobra para se instalar....Entretanto, eles.....vão.....

14
Jun23

O meu mundo

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O meu mundo é um mundo de curiosidade eterna...A vida traz ensinamentos grandes que demoram a ser percepcionados pelas vidas, mais ou menos, corridas que levamos pela necessidade de encaixar num sistema social complexo que exige de nós determinados comportamentos e condutas em todas as fases da nossa vida...Com o tempo percebemos que os dias são longos e os anos são muito curtos. A vida passa num àpice! Com o tempo passamos a perceber o nosso mundo, as nossas escolhas, o nosso eu, as pessoas que nos rodeiam, as pessoas e as situações tóxicas da vida, que, por serem tóxicas temos de arredar, mesmo quando a pessoa e/ou a situação tóxica somos nós, ou fomos nós a criar, ou os familiares mais, ou menos, próximos. Passamos a ter percepção das situações tóxicas familiares, do dia a dia, e, sobretudo, o que fazer com elas, como lidar com elas no presente e no futuro, antecipando outras situações tóxicas futuras, profissionais, pessoais e familiares. Não é uma percepção rápida e fácil, já que, muitas vezes, nascemos em bolhas e olhamos as coisas com total ausência de julgamento pois não conhecemos nada para além de....A familia ao contrário do que se diz somos nós que escolhemos, sim, pois as nossas condutas e atitudes escolhem quem queremos junto de nós na estrada da vida, e porquê. O autoconhecimento é, assim, uma ferramenta poderosa para olharmos para dentro e nos amarmos como somos, como fomos, porque somos. Passamos a ser mais exigentes, e muito mais selectivos com o nosso mundo, com quem nos rodeia e com a forma como passamos o nosso tempo. Direcionar e ter clareza do que ambicionamos é ter certeza da estrada que tomámos. E é fundamental para o caminho do amor correspondido, da alegria sola e partilhada e da serenidade da exigência do envelhecimento, pois é serena a mente jovem mas sábia, mesmo que, nos trilhos, como dizia o poeta " Não sei para onde vou, só sei que não vou por aí". Saber por onde não ir é um avanço no caminho da paz de espírito. Para termos paz de espírito temos de nos permitir, permitir sentir, permitir não exigir, permitir saber que o mundo é injusto, que o mundo dá voltas, que o mundo não é regido pelo amor, mas pela falta dele. Num mundo onde o dinheiro é rei, também neste aspeto a vida nos dá enormes lições. Passamos a perceber exactamente o que é o dinheiro, para que serve, e como se comportam as pessoas perante ele. Porém a maioria desconhece que dinheiro compra tudo até (falso) amor, mas não compra carácter, não compra honra, não compra educação, não compra saúde, não compra atributos físicos, não compra tempo, não compra eventos de vida que todos gostaríamos de mudar ou alterar, nas nossas ou em outras vidas perto de nós,. A determinado momento percebemos que ter mais ou ter menos dinheiro é pouco relevante e na prática pouco ou nada muda a nossa vida. Os dias têm 24 horas para todo mundo, os anos são curtos e as vidas passam rápido. No meu mundo o amor tem de ser rei (e eu a rainha dele) pois o vazio de uma vida se sente na falta de amor que o mundo carrega, na falta de propósito, na falta de objetivo, na falta de personalidade.. O meu mundo que seja um mundo verde de esperança, verde de elogio à natureza, à sua beleza, ao amor, à fé, a Deus. Transportar o que há de melhor em nós e transbordar esse melhor ao próximo, aos outros, em 9 biliões, a comunhão e sabedoria atingiria o seu fim..

13
Jun23

So Many Dreams!!!!

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Inspiração....Foi com muita alegria que vi que um dos meus actores preferidos, ou, aquele com quem casava já amanhã, é de facto, uma inspiração, um talento, e um estrondo de homem, pelo exemplo. Pierce, aos 70 anos, inaugura a sua carreira oficial como artista (com pinturas fabulosas!), e, espante-se, sob o título "So many dreams"! Contrariamente ao papel que o celebrizou mundialmente, James Bond, em que, na tela, protagoniza as atribulações de um espião pelo mundo fora, de um charme absolutamente irresistível para o sexo oposto, personagem que, com essas qualidades sai a atrair e seduzir todas as belas mulheres com que se cruza, na vida real este homem é exactamente o oposto: com um casamento de mais de 30 anos continua tão apaixonado como nos primeiros tempos com a sua segunda mulher, ignorando totalmente qualquer assédio externo e defendendo a beleza da sua mulher tão ferozmente atacada pela ditadura dos corpos. O amor reciproco deste casal é lindo de se ver, é uma inspiração, é o tipo ideal de parceria, é o contrariar de uma imposição social (que pouco existe nos EUA) de carácter religioso de permanecer em casamentos que já não o são. Este é. E a forma como ele olha para ela ao fim de trinta e tal anos deveria fazer corar de inveja (e faz) qualquer mulher no mundo e corar de vergonha qualquer homem ou semelhante. So many dreams é um título fabuloso. Á semelhança de Martin Luther King e para além de todos os sonhos de Luter King que também comungo, um a acrescentar seria de que cada mulher pudesse viver a sua história de amor com o seu príncipe encantado, independentemente de ser por uns tempos ou para a vida toda, porque a vida tem muitas vidas (como os gatos). Num mundo patriarcal, machista e retrógrado é um sonho que dificilmente se concretizará dadas as dependências e condições económico-financeiras das mulheres, arredadas que são da vida e do mundo. Santo António certamente abençoou esta união, porque de facto é raríssima! Que Santo António renasça para unir os homens (dignos dessa palavra uma vez que tal raça escasseia) e as mulheres sob uma onda de energia cheia de sonhos com as mulheres sonhadoras que são....

12
Jun23

A vibração do Amor

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Hoje é dia do amor. No país irmão, o dia dos namorados é o dia 12 de Junho, criado em 1948, por um publicitário, em homenagem ao seu pai, tendo-o feito com o seguinte slogan: " Não é só com beijos que se prova o amor", e inspirado na data de celebração do santo casamenteiro Português, Santo António. António nasceu em Lisboa no século XIII, estudou em Coimbra, correu meio mundo vindo a falecer com 35 anos de idade em Itália. Nem menos de uma ano, seria canonizado pela Igreja e considerado Santo pelos milagres que fez em vida. Daí se desenrolou uma enorme fama na cultura popular portuguesa que extravasou fronteiras, fama de orador, de milagreiro, de lhe ter surgido Jesus, em menino, ao colo, e de casamenteiro. O amor é, de facto, o sentimento ou a sensação mais bela do mundo! Amor ao próximo, amor à natureza, amor às coisas materiais e imateriais, amor aos filhos, amor ao outro. E o amor cura! Costuma-se dizer, com verdade. Não é à toa que esta expressão da sabedoria popular entrou no repertorio das pessoas, de uma forma geral. O amor tem em si, ou eleva-nos (quando o amor é correspondido naturalmente) a uma frequência física de ondas vibratórias de 528hz. Está provado. Está provado que essas ondas vibratórias nessa frequência produzem a reparação do ADN, provocando um equilibrio emocional de todas as nanoparticulas biológicas do nosso corpo. A vibração energética é o nosso campo magnético e quanto mais elevado mais bem nos sentimos connosco e com o mundo, em paz, serenidade, contemplação e beleza. A base do mundo é o amor. Não é o sexo que comanda o mundo, é o amor. O amor é o caminho, por isso se diz que todos os caminhos vão dar a R-O-M-A! Roma não é à toa que é chamada de cidade eterna, ela contempla a beleza, a vibração, o pulsar de boas energias, contempla a eternidade em nós....A nossa eternidade está, revela-se na capacidade de amar, de nos amarmos, de amarmos outros, de amarmos a beleza da natureza e do mundo. O amor é a paixão aos pulos, é a admiração, a elevação, o carinho, o desejo, a proteção, a empatia, a preocupação, que mora nas nossas cabeças, e, sobretudo, nos nossos corações. Um amor correspondido é a maior vibração energética, curandeira e magnética que as pessoas podem, devem, e têm o direito de almejar. Amar é saúde. Amar é alegria. Amar é tudo......tudo a vibrar! Viva Santo António, o Santo Popular!

11
Jun23

Marx was right

in.jpg. A luta de classes. A base sociológica que qualquer observador em qualquer sociedade, em qualquer Estado pode verificar. Habitação, saúde, Educação e trabalho são os eixos fundamentais de que uma pessoa necessita para viver dignamente, porém, as desigualdades são brutais e passar uma vida inteira no desemprego, sem casa, sem saúde e sem educação não é viver, é esperar que o tempo passe, já que a vida é inutil e desaproveitada. E são muitas, e cada vez mais, as vidas assim. A pandemia podia ter sido uma ótima oportunidade de reflexão, de mudança do sistema, de alterações com impacto no quotidiano das pessoas, mas não foi. A educação escasseia, não fomos/somos educados a pensar (contra mim falo), não conhecemos de antemão aquilo que a experiência dos outros nos deveria ser transmitida (e não o é), estamos a viver em sufoco, sem acesso e direito à saúde, por a ausência de doença não sendo sinónimo de saúde, é um privilégio de muitos que assim vão vivendo como podem. A educação exclusivamente para a saúde escasseia por completo, quando deveria ser tema debatido até à exaustão nas escolas, no ensino obrigatório, desde crianças...As sociedades esqueceram por completo os ensinamentos dos clássicos, arredados que estão pela espuma dos dias, pelas futilidades, pelo querer inventar a roda..A habitação e o trabalho são outros dos grandes problemas das pessoas. Onde há casas não há trabalho e onde há trabalho não há casas. Para isso contribuiu o sistema capitalismo e a ganância de meia duzia de pessoas que se sobrepõe a biliões de nós. O trabalho é não só a troca de "mão de obra" por remuneração monetária como também representa um papel social de socialização e comunidade de pertença individual muito forte e importante, que entrou nas últimas décadas em forte erosão. O trabalho escasseia cada vez mais, o trabalho que vai surgindo solicita conhecimentos de que ninguém dispõe, só quem inventou aquilo, e com a pressão demográfica a sua remuneração vai sendo cada vez mais esmagada em prol do bolso do patrão. Quanto à habitação esta está cada vez mais cara, como se de uma conspiração se tratasse para efectivar aquilo que é tão somente o darwinismo social, ou seja, o salve-se quem puder, porque a lei do mais forte está do lado do capital. Segundo a lógica, o valor a dispender mensalmente por um teto deveria corresponder no máximo dos máximos a 40% do rendimento da pessoa. Sim, da pessoa. Cada pessoa tem de ter o direito a viver sozinha. Cada pessoa tem de ter o direito a ter o seu canto. Cada pessoa tem de ter o direito à liberdade de escolher partilhar o teto...Antigamente as mulheres não trabalhavam e o salário dos homens era suficientemente seguro para o homem prover habitação, alimentação e restantes despesas sem que isso representasse uma ameaça à dignidade da vida da familia (deve ser a primeira vez que aqui escrevo esta palavra....enfim....adiante). A mulher não entrou no mercado de trabalho por necessidade financeira. Isso não existia. O que existia era uma elite, feminina, que estudou, que herdou ou fez negócios, que se educou e que exigiu direitos iguais aos dos homens na sociedade, o direito ao voto, o direito a opinar, o direito a trabalhar, o direito a sair sozinha, etc, etc, etc....Ou seja, o que se verificou foi um aproveitamento do sistema capitalista face ao movimento feminista para esmagar salários, sendo que, como vivemos em sociedades altamente retrógradas, machistas e patriarcais, a mulher nunca igualou a dignidade de vida que um homem facilmente consegue, nem mesmo nos dias de hoje....a não ser que 1) herde cedo, 2) não tenha filhos, e mesmo assim, será sempre vítima....Assim se verifica que a biologia e a sociologia não caminham nas mesmas trilhas, pois quando a mulher começa a ter reforço financeiro, poupança ou investimento suficiente, casa paga ou quase, já perceu grande parte da sua idade fértil, quando biologicamente (e pessoalmente) os filhos devem nascer cedo. (também resta saber com quem, coisa que, nos dias de hoje se encontra praticamente impossível, mas isso fica para outro texto. por isso que mulher deve ser totalmente independente a ponto de ir fazer anónimo se quiser.....). Assim, a luta de classes continuará a ser uma constante do mundo, de um mundo feio, que pega nos 7 pecados capitais e faz deles as 7 virtudes originais. Não há trabalho, não há habitação, não há saúde, não há educação. O que fica? A vontade de ser feliz! Essa a maior "vingança" que as classes mais baixas podem "oferecer" às classes mais altas.....porque o dinheiro, esse, não compra tudo....

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