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Utopias Concretizaveis

Utopias Concretizáveis é um espaço em busca de um mundo melhor, através dos sentidos, sentimentos e pensamentos da autora, nas suas reflexões intimistas e, quiçá, inspiradoras, marcadamente politizadas.

Utopias Concretizaveis

Utopias Concretizáveis é um espaço em busca de um mundo melhor, através dos sentidos, sentimentos e pensamentos da autora, nas suas reflexões intimistas e, quiçá, inspiradoras, marcadamente politizadas.

30
Nov23

Política e Governos

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what-are-the-various-forms-of-governments.jpg.

Se estivermos atentos ao mundo, metade do mundo não vota, pois metade do mundo vive em regimes autocráticos. Da outra metade que sobra, metade também não vota: os abstencionistas das democracias. É assim tão estranho? Não é. Dispender energia diariamente a prestar atenção ao mundo e às notícias é uma opção e uma escolha pessoal. Milhões de pessoas vivem as suas vidas sem política incluída. No fundo, têm uma certeza: as suas vidas não mudam, ou mudam muito muito pouco, na generalidade e para a generalidade das pessoas, com a ação governativa. Significa que por um lado passamos a nossa vida a gastar energia em absolutamente nada que interesse, porque não nos impacta, por outro lado, percepcionamos que nada muda porque o sistema está tão embrenhado em ser sempre mais do mesmo, a História tão igual a si própria, a condição humana tão igual a si própria, os fenómenos de poder tão iguais a si próprios, e as ações governativas tão vazias de conteúdo, independentemente de ser esquerda, direita, extrema esquerda extrema direita, democracia, ditadura que nada, ou pouco muda....A vida simplesmente acontece. Acontece e desenrola-se com os nossos comportamentos individuais e pessoais e as nossas ações quotidianas. Aqui reside o segredo. Quem faz o mundo não são os políticos. Quem faz o mundo são os cidadãos que tomam pulso às coisas, que quotidianamente e frenéticamente se dedicam a algo que os preenche, que sonham, que constroem, dia a dia, migalha a migalha, ampliando a sua "casa" para além do seu espaço interior. Fazem da vida uma construção de vitórias e derrotas, conquistas, dedicação, criatividade, e muito, muito, muito, muito trabalho. Claro que, ter um projecto pessoal é ótimo, e ter um projecto pessoal próprio e independente melhor ainda! É o propósito. O nosso propósito. O motivo pelas quais estamos aqui, o que nos move, o que gostamos e queremos fazer da e com a nossa vida. As infindáveis e quotidianas escolhas com que nos deparamos. Aqui, a discussão da polis é entendida como um projecto entediante, irritante, e sugador de energias. Compreendo. Como compreendo! Para uns poderá até ser fruto de "forças ocultas" metafísicas, os cordeis que comandam as marionetas humanas....Quem sabe? Ninguém. Rejeito a pré-destinação. A minha visão é uma visão de que somos nós que comandamos, bem ou mal, em todos os momentos, naturalmente limitados pelas nossas circunstâncias, as nossas vidas, e nunca temos certezas do que o futuro nos reserva, porque do próximo segundo, do próximo minuto, ninguém sabe nada...Encerra-se assim a percepção da inutilidade da política das nossas vidas como conformadora, orientadora e modeladora. Raras vezes o é, efetivamente, passando apenas por ser um espetáculo de entretenimento, desgastante, desorientador e frustrante. Todas as pessoas esperam ter uma vida melhor. Essa vida melhor não se traduz necessariamente em mais património material, mas apenas em mais bem estar geral, pois um não decorre obrigatoriamente do outro. Assim, o foco deve ser um foco individual, de autocuidado, autoconhecimento, trabalho, muito trabalho, e de sentimento de propósito, com verdade, honestidade, integridade, em harmonia com o ambiente que nos rodeia, o nosso mundo, o mundo que nós governamos, porque é esse, acima de tudo, o mais importante das nossas vidas.

29
Nov23

Oculto

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A porta para um mundo melhor está oculta. É preciso encontrá-la e abri-la. O mundo mudou. Em 2016 para mim, em 2019 para o resto do mundo, o mundo mudou para muito pior. As energias que nos acompanham não são boas....Temos o azar por um lado de não as vermos, de serem invisíveis aos nossos olhos e o azar, por outro, de não as sabermos cambiar. Para além da ignorância é a rota. A rota dos caminhos que se traçam é estranha. Por um lado, olhamos o passado, mas o passado passou e não conseguimos raciocinar com clareza. Razão e emoção fundem-se e confundem-se embriegadas uma na outra, numa relação conturbada de amor-ódio-indiferença. A porta pode estar já aqui ao lado, basta virar e rodar a chave. Não a vemos. É invisível. Há uma máxima que estou atenta sempre: porque me chega a mensagem que chega? Qual o motivo por trás, o fundamento? O oculto. Muita coisa no mundo é oculta, não é palpável. Num mundo materialista o oculto faz uma confusão tremenda. Num mundo cientificista o oculto torna-se assustador. A energia oculta, as energias ocultas, o nosso poder oculto, as forças ocultas tudo se move, em todas as direções com diferentes velocidades e nada disto se vê. Nada. Infelizmente vemos que as energias negativas andam espalhadas neste mundo de forma clara e altamente visível. A esperança na Humanidade fica difícil de observar com tantos acontecimentos ruins. O mundo mudou, as pessoas mudaram, a energia mudou. Sonho numa reencarnação possuir uma energia cristalina, verdadeira e límpida que me permita nem sequer precisar de procurar portas, sonho isto para mim e para todos. O oculto, não sendo necessariamente mau, é sempre mau, porque invisível aos nossos olhos....as energias, sendo invisíveis, são sempre estranhas de percepcionar, algo que só os que conhecem bem o terreno e têm a chave na mão são capazes de descortinar...As energias que nos fazem viver em paz, viver saudável, viver bem, viver feliz. Acredito. Acredito que há vidas perfeitas, famílias perfeitas, propósitos preenchidos e sentidos plenos de felicidade interiormente irmanada plena. Alguns, os tolos... Tolos...Qualquer pessoa encerra em si um potencial de tolice, seja pela loucura, seja pela paixão, mas feliz aquele que, apesar de tolo, aos olhos dos outros, na sua plenitude e mundo colorido encontra em si a felicidade de viver abraçando o culto, e o oculto. A chave para a nossa tolice está em nós e na nossa capacidade de colorir a vida alheados do resto do mundo e dos dogmas sociais e pessoais dos nossos inter-relacionamentos. Não acredito em tudo o que vejo, não acredito no que não vejo, acredito no que sinto. O sentir é oculto. O viver é aqui e agora. Energia tola é o que nos salva, em busca da porta certa, a porta oculta.

22
Nov23

Milagre!!

mathieu-stern-economy-eu-unsplash-1568x1045.jpg.

Paul Krugman, laureado nobel da economia veio a Portugal dizer que o país está a viver um milagre económico. Só que não! Aparentemente pode haver a ideia de que sim há mais dinheiro a circular na economia portuguesa, o que não se reflecte necessariamente num milagre económico. Confesso que nem li a notícia, só o título, ainda assim vamos à verdade: em primeiro lugar, o país exportou uma grande parte do seu maior trunfo, o capital humano de qualidade superior nas três últimas décadas; em segundo lugar, vive um declínio demográfico que se traduz em menos de 500 mil bébés em poucas décadas, em terceiro lugar, não conseguiu obter maior produtividade, melhores salários, mais competitividade empresarial, mais know-how com a "aposta" (?) na educação, tendo cometido o crime de ter, nas três últimas décadas, privatizado todas as grandes empresas nacionais estratégicas e altamente lucrativas (PT, CTT, EDP, TAP, só faltando a banca, e as águas..um dia lá chegarão..) passando-as para mãos de desconhecidos multimilionários ou de agora conhecidos falsos milionários, e, por último, teve a sorte de ter tido nos ultimos anos uma conjuntura bastante favorável a que uma grande parte do tecido social se virasse para "empregos" em plataformas e rendimentos "prediais", uns de um segmento social, outros de outro, e, mesmo em versão mixed....Se Portugal acertou no caminho de fazer alguma (não muita, não se pode mexer nos intocáveis) contenção financeira? Sim. Mas isso está longe de afirmar que Portugal vive um milagre económico. Não é porque, de repente, milhares e milhares de pessoas passam a desejar a minha casa e, em consequência, ela valoriza, que eu passo a ser mais rica. Claro que não. Vou quê? Vender e morar na rua? Claro que não. Essa aparente riqueza não existe e existirá apenas no futuro numa assunção básica temporal: das décadas das famílias com irmãos passámos às decadas das famílias de filho único, e, por isso, quando morrermos, portugueses e europeus, seremos mais ricos sim, não porque os nossos ativos tenham valorizado, mas porque em vez de dividir por 5 divide por 1. A Europa só acordará e os extremismos só deixarão de subir quando os responsáveis perceberem que é a economia que está a não permitir o normal andamento das gerações e dos cidadãos em geral, com as suas vidas...Aí já será tarde! Loucos como Milei, Bolsonaro e Trump e versões europeias surgem e surgirão, enquanto nos atirarem narrativas tolas nas parangonas dos jornais e não encararem a verdade! Gerações de pessoas socorrem-se de alternativas de ganha-pão diário por uma questão puramente conjuntural e exterior. Não perceber isto, ou não assumir isto é altamente idiota. Milagres houve sim, em Singapura, Coreia do Sul, China, e outros tantos, aqui só mesmo em Fátima, dizem alguns.....eu cá, tenho as minhas dúvidas....económico?? Nem pensar!! O futuro é o oposto....

19
Nov23

Quem sou eu?

the-practice-of-self-inquiry-who-am-i.webp. Quem sou eu? Sei quem sou, sempre me conheci, conheço-me há mais de 45 anos, contínuos, sem férias nem folgas, toda eu a cada fracção de segundo. "És diferente, não és uma mulher normal", disseram-me. Não acho. Não acho que seja diferente por tratar o dinheiro com respeito e reverência. Não acho que seja diferente por ter agido diferente da maioria, por várias vezes, em várias ocasiões e contextos, no passado. O passado constrói-nos. Racionalmente acho o mundo altamente complexo, um absurdo total, local onde não há nem amor nem razão. Não gasto dinheiro. Não vou fazer unha, nem sobrancelha, nem ao cabeleireiro sequer, nem compro roupa acima de 60 euros, acho uma estupidez absoluta ostentar, comprar sapatos e carteiras sem fim, de marcas caras, isso é verdade, concordo, mas isso não me faz diferente, acho.... A minha veia fútil é quase nula. Sou apaixonadíssima por mim, pelo meu corpo enfermo e ainda que impefeito, esculpido por Deus, os meus 7 ou 8 cabelos brancos, vítimas do que não posso travar: o tempo. Quem sou eu. Um ser humano, uma mulher. Não muito mais do que isso....A descoberta é um processo interior, com hetero-compreensão e indicação da melhor avaliação e estratégia pessoal: " Se prepare". Estou preparada. Sempre estive preparada. Estou preparada para tudo. Tenho em mim todos os sonhos do mundo! Mas também todas as realidades....Sei o que quero. Sei que não depende de mim....Apenas depende de mim a minha auto-introspeção avaliativa pessoal.....Sonho......uma casa verde....um espaço íntimo, de simbiose interior, exterior, cheia de paz e da minha alegria. Do meu sossego, livros, música, cultura, alimentos para a alma. Cheia de amor e de quem me estima, muito, tanto quanto...Num balão na Capadócia, numa ilha de águas límpidas, num espaço sem água sem eletricidade sem nada, estou preparada. Não é diferente, mas não me altera a intensidade de quem eu sou. Porque eu não me meço pelo que tenho ou ostento para uma sociedade oca, materialista, infantilizada, estupidificada, egotizada. Meço-me pelo que sou e sou cada vez mais em permanente melhoria no auto-cuidado, na auto-avaliação e crescendo de auto-conhecimento. Na novel curiosidade pela psicologia, em busca do ser, do sentir,  do projectar e do valorizar. Em tempos de fim de ano, balanços não se fazem pois a dicotomia pode ser prejudicial na avaliação holística e rigorosa do ser.....na tentativa de não mais exigir tanto tanto de mim, mas aprender para a frente, o caminho, a pista mais importante: a da felicidade extrema, intensa e diária. Porque ela existe!

07
Nov23

Iustitia

justiça.webp.

Não existe um Estado de Direito sem Justiça. Não existe Justiça sem Leis. Não existem Leis sem actores juridicos. Portugal pauta-se por um ordenamento jurídico de cariz absolutamente positivista na qual a letra da Lei sobrepesa face à Justiça. Simplificando, a herança juridica romana, que conforma todos os ordenamentos juridicos europeus, actua, imperativamente, tendo como base o que está escrito e definido como Lei, nem mais, nem menos, sendo na sua ausencia, a aplicação de analogia e da traditio, o recurso a que os juristas se socorrem aquando da sua possível aplicação. No Direito penal, tais figuras são totalmente inexistentes. "A contrario" o direito anglo-saxonico admite um grau determinado de discricionariedade aplicável ao(s) caso(s) concreto(s) em nome, tendo como base e como objectivo final, (d)a Justiça. São duas correntes jurídicas totalmente opostas, com as suas vantagens e desvantagens. Uma tem a potencialidade de tornar o cidadão um escroto....como acontece aliás, nos EUA.....uma pessoa que se sinta minimamente lesada pode pedir uma indemnização milionária e, literalmente enriquecer às custas disso....Naturalmente que confio na experiência e no sistema de Justiça destes países para julgar da forma mais obvia e justa possível....a outra tem a potencialidade negativa de nunca fazer justiça, pois o poder discricionário é totalmente nulo. Tenho para mim que tanto os especialistas quanto o Legislador nunca viveram na pele (nem nunca vão viver) os problemas jurídicos, criminais ou outros, porque se assim fosse as Leis não seriam como são, não estariam desenhadas como estão. E portanto onde não há Justiça, não há Paz. A Justiça torna-se tão mais cancerosa quanto o tempo que demora a ser aplicada. décadas de espera para um processo chegar ao fim não tem, pura e simplesmente, descrição....A Justiça é a base de toda a organização da sociedade e da vida em sociedade. Num mundo altamente vigiado pelos "dados" pelas empresas multinacionais e onde reside o poder, todos podem ser suspeitos, todos podem ser culpados....Voltámos (ou nunca saímos dele) ao tempo do medo.....do medo vivido durante o regime ditatorial, o regime que dominava a justiça....Aqui não é o regime que domina a justiça, é a instrumentalização que se faz da justiça para fins puramente políticos, para fins absolutamente pessoais, o que está no extremo oposto daquilo que seria desejável. A instrumentalização do poder judicial, ou a instrumentalização do poder político em beneficio próprio são coisas pelas quais os liberais do século XVIII lutaram. As monarquias caíram por causa da arrogância do privilégio hereditário. As republicas, mal ou bem, têm o benefício de expulsar as más moedas. As democracias entraram em degenerescência, tal como verificava Platão, fazendo das actuais crises que se vivem um pouco por todo o mundo ocidental apenas uma eterna réplica dos ciclos históricos que se vão lentamente aperfeiçoando em busca dos modelos menos maus de organização social. O propósito pessoal não pode pois ser totalmente desconsiderado por egos ganaciosos, ocos e loucos, sob pena de voltarmos aos tempos das guilhotinas....Não temos pão, quando não temos liberdade, os brioches não chegam sequer a poder ser solução...A refeição mais cara deste país serviu-se hoje.....E não há justiça que a detenha.... Pobre país este....

01
Nov23

Marina - Homem/Mulher

Marina.webp.

Marina Machete ganhou o concurso de beleza 2023 em Portugal. Não seria notícia se, após a coroação, não tivesse dito que não era mulher, mas homem, de nascença. A polémica instalou-se. É mulher? É homem? Concorreu a um concurso de mulher e ganhou??? Como assim???!! De facto, Marina é um homem muito bonita, mas biologicamente é um homem. Será, sempre, biologicamente, um macho. Se se sente, sentiu mulher, esses, são outros 500. Apoio incondicionalmente todos os direitos reclamados pelos LGBTI e o que mais houver, nos seus direitos mais básicos e dignos, nas suas liberdades de escolha individuais, mas concordo inteiramente com a discussão instalada: se um transsexual homem pode passar a correr maratonas femininas. É categórico: por mim, não pode! Adaptando de Clinton: " É a biologia, estupido!"....Daí ter-me apercebido desde cedo que a polémica se instalou porque as pessoas confundiram conceitos...Assim o presumo. Marina não menstrua. Marina não sabe o que é ser mulher. Não sabe o reboliço pelo que passa uma mulher, uma mulher que nasceu mulher....Sou aquilo que os homens actualmente consideram uma feminista tóxica. Normal. Os homens sentem ameaça no seu conforto, na sua poltrona do poder....Hoje, inclusive, vi o impensável! A antropologia não explica tudo. É mesmo a biologia. Sou feminista no sentido de odiar, independentemente das questões de relativismo cultural que tantas vezes a antropologia se socorre, para estudar o homem, o seu contexto, o seu mundo, odeio, assim, toda e qualquer cultura, seja por efeito da religião, seja por efeito da tradição, toda e qualquer cultura que inferiorize a mulher. A mulher, mesmo nas chamadas "democracias liberais" já são inferiorizadas o suficiente pelo homem. São inferiorizadas no acesso ao mercado laboral, são inferiorizadas no valor das suas remunerações, no valor das suas pensões, são inferiorizadas na falta de liberdade de planeamento familiar, são inferiorizadas no seu mais íntimo, na sua paz, quotidianamente, nas suas casas....até no acto sexual.....Nesta treslouquice actual do mundo, em que homens querem ser mulheres, mulheres querem ser homens, e homens e mulheres desnortearam-se com os seus papéis socias, pessoais, e com os seus mais valiosos e maiores propósitos assistimos a momentos de transição. A transição traduz-se na absoluta mercantilização do ser humano.....antes de ser homem e ou mulher, do ser humano. As sociedades passaram a traduzir o ser humano como um activo financeiro expurgando-lhe direitos e tranformando-o numa máquina de produção, tudo em nome do progresso, seja lá o que isso fôr. Historicamente, as mulheres sempre viveram sob a alçada, proteção, supervisão, dos homens. Eram os homens que saíam para trabalhar enquanto as mulheres ficavam em casa. A primeira vez que a mulher teve direito de voto foi, pasme-se, por causa de um cálculo eleitoral, nos Estados Unidos da América, para fazer frente a um eleitorado que também estava a fazer as suas conquistas: os pretos. Ora entre mulheres e pretos, os caucasianos preferiram dar o voto às mulheres para continuar a controlar e manter o seu status quo. Absolutamente chocante!!!! Ainda hoje isso é visível....Um homem fala com uma mulher, mas fala diferente, escuta diferente, diferente do que fala, escuta e considera se o diálogo, a opinião, o contexto, for com outro da sua raça....Felizmente, também no mundo actual, determinadas ferramentas, determinadas formas de organização profissional contemplam o trabalho remoto, e, por isso, se feito por um homem ou por uma mulher, na prática, não se distingue: aparece feito. Porém, nem tudo é remoto, nem tudo é indissociável do género. Passo a explicar: Tenho-me deparado a pensar, no quotidiano, em todo lado onde vou, nas mais diversas atividades, sempre que sou atendida ou observo um profissional do género masculino, pergunto-me: "Isto não poderia ser feito por uma mulher?" A esmagadora maioria das vezes a resposta é sim. As mulheres podem fazer tudo quanto os homens fazem! Basta que aprendam....Mas para que elas aprendam é preciso que eles ensinem.....o que acontece é aquele pensamento, aquela crença limitante asquerosa e preconceituosa dos homens: "isto não é coisa de mulher" ou "as mulheres não sabem fazer isto" ou "as mulheres nunca vão perceber nada disto", numa suposta superioridade, deveras arrogante, ignorando que as mulheres podem fazer absolutamente tudo o que um homem faz, à excepção, obviamente, daquelas que a biologia não permite...E, a biologia não permite à mulher, feliz ou infelizmente, efetuar trabalhos que presumam esforço físico intenso ou levantamento de cargas pesadas e coisas do género...Foram mulheres (matemáticas) que puseram o homem na lua.....mulheres por acaso pretas....O mundo tem destas ironias...Infelizmente, o mundo está longe do desejável, do simplesmente justo e digno. Depois de ter visto o filme Barbie dei conta francamente do marketing associado ao poder de um mundo de bonecas, em que a boneca, a miss beleza, Barbie ou Marina, no fundo pretende apenas e só a dignificação absoluta da mulher, nas entrelinhas de uma suposta futilidade com objectivo do lucro. Ora o capitalismo conservador tinha o homem a ganhar dinheiro fora e a mulher em casa a cuidar dos filhos, o capitalismo actual tem ambos a ganhar fora e a confusão instalada em casa e fora dela, tendo esmagado em absoluto os salários, quer de um quer de outro....e o capitalismo altamente selvagem do futuro próximo trará uma anonimização brutal e maximização os melhores tecnicamente, levando a todo um conjunto do tecido social completamente esmagado na luta diária pelo básico, pela sobrevivência, enquanto do outro lado do mundo onde não existem "democracias liberais" o uso da mulher como produtor de activos quantitativos, em escala, para alimentar as tropas, as guerras que entre um e o outro mundo se fazem....Duas dicotomias homem-mulher, democracia-tirania que não auguram nada de bom, nada pelas quais valha a pena ter esperança e folgor de vivenciar.....bem pelo contrário.....Viva o mundo Barbie....um mundo......de PAZ!!!

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