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Utopias Concretizaveis

Utopias Concretizáveis é um espaço em busca de um mundo melhor, através dos sentidos, sentimentos e pensamentos da autora, nas suas reflexões intimistas e, quiçá, inspiradoras, marcadamente politizadas.

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10
Jan24

Contas Certas

contas bru.jpg.

Nas minhas primeiras aulas de finanças publicas tinha uma ideia que vou mantendo: (a ideia da necessidade de poupança individual), e a necessidade de orçamentos fiscais superavitários, ou seja, a existência de folgas orçamentais, ou dinheiro publico "em caixa". Bem sei que é dinheiro dos contribuintes e tenho consciência das opiniões contrárias de que o dinheiro é de A, B, e C individualmente. A ideia de contas certas é uma ideia que me agrada pois demonstra responsabilidade e credibilidade. Sei também porém que a questão orçamental deficitária é mais influenciada por questões da geo-finança mundial do que outra coisa qualquer. Vários estudos há na defesa de que a questão orçamental é extremamente irrelevante. Vejamos: Portugal sempre teve problemas com as finanças publicas, na monarquia, na primeira republica e por aí adiante levando a alterações do próprio regime político. Agora, será que são as finanças públicas o busílis da questão estrutural do país? A meu ver´não, como diria Bill Clinton " É a economia, estupido!". A economia estrutural portuguesa é que necessita de uma mudança revolucionária, no entanto temos assistido e insistido em dirigir-nos no caminho oposto. Idealizemos: um país sem impostos, sem receitas e sem despesas, naturalmente.....O que o faz crescer, viver? a economia, a sua produção, produção essa diretamente dependente dos seus recursos humanos, patrões e empregados...Infelizmente o caminho oposto que temos seguido tem sido um caminho de aposta quantitativa nos nossos recursos humanos em detrimento de uma aposta qualitativa. Se por um lado, a mulher que bastante admiro, responsável pela avaliação das contas nacionais em Portugal, Nazaré Costa Cabral, é uma mulher com uma formação académica bastante sólida e que em outro país qualquer se fosse homem estaria em posição de destaque ainda maior e mais cedo, por outro lado verifico os partidos políticos a entupirem-se de pessoas que até conseguem "aceder" a profissões "nobres" mas que do ponto de vista intelectual deixam muito muito muito a desejar. Consigo até indicar pessoas que não sabem nem escrever, ou têm uma qualidade de escrita ao nível da quarta classe, e estão a ocupar posições de destaque político que, antes, seria completamente impossível. O facilitismo educacional desta democracia acaba por se revelar, economicamente, um desastre. A Coreia do Sul, país que em 4 décadas passou de país de extrema pobreza para grande potência económica mundial fez, precisamente, o oposto, gastando 8% do seu PIB na educação, é certo, mas exigindo qualidade na aprendizagem dos seus cidadãos. Talvez fosse bom que entregar à Europa uma subida quantitativa do número de diplomados, não corresponde, necessariamente, a uma melhoria substancial na formação e capacidade dos recursos humanos do país, principalmente numa altura que a versatilidade e espirito crítico são fundamentais para adaptarmos a economia e as pessoas às novas realidades e tendências mundiais. A iliteracia é muito grande e entrámos na era em que o QI das pessoas diminui em vez de aumentar dado os facilitismos tecológicos que fomentam a preguiça mental, roubam tempo e viciam as pessoas com infantilidades tornando toda uma sociedade irremediavelmente doente e condenada ao fracasso. As contas certas são precisas mas é preciso, antes de mais, saber fazer contas....

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