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Utopias Concretizaveis

Utopias Concretizáveis é um espaço em busca de um mundo melhor, através dos sentidos, sentimentos e pensamentos da autora, nas suas reflexões intimistas e, quiçá, inspiradoras, marcadamente politizadas.

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01
Jan24

O mundo em 2024

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Entramos em 2024 com uma verdade: a mulher existe. O homem para estar bem precisa de ter relações sexuais e a mulher para ter relações sexuais precisa de estar bem. Ora hoje, o Papa lembrou da importância da mulher no mundo. Desconhecemos se Maria estava bem aquando da investidura de José. Infelizmente, provavelmente não estaria. De facto, a igreja necessitar de ter um dia exclusivo dedicado a Maria diz, de facto, qual a importância da mulher na religião, na sociedade e no mundo. Importa quando dá jeito. Infelizmente. Entramos em 2024 num mundo preenchido por guerras, por fome, por dificuldades, num mundo onde metade do planeta inferioriza ostensivamente a mulher e onde a outra metade faz de conta que a coloca num plano igual. Num mundo onde a mulher não tem qualquer controlo sobre a sua vida e sobre as vidas que gera, multiplicando a espécie de forma exponencial com todos os fenómenos negativos que isso acareta, individual e colectivamente. Apercebemo-nos de um mundo caótico, onde metade vive em regimes autocráticos e a outra metade em pseudo-democracias, nas quais os políticos se vendem aos interesses corporativos de forma mais, ou menos, visível. É assustador pensar que políticos foram assassinados por serem considerados perigosos para o sistema. Foram, são e continuarão a ser....É assustador pensar que a mulher se restringe ao seu mundo e nem no seu mundo ela encontra respeito, consideração e atenção. Se há 1% de multimilionários no mundo o número decresce abissalmente quando se trata de mulheres: as mulheres, não sendo herdeiras, não sendo casadas, não sendo puxadas por um homem que seja, sozinhas não conseguem nada, porque a sociedade não lhes permite, cortando-lhes as pernas, colocando-lhes crenças limitadoras e limitadas dos seus designios. O discurso do Papa é importante? É. O mundo seria outro se as mulheres fossem menos invisíveis, ou lembradas apenas num dos 365 dias do ano, com uma data especifica para o efeito. O pro forma. O mundo está podre. As multinacionais detêm um poder gigantesco! Nada as consegue parar. Este fenómeno invisível de poder é altamente preocupante. Caminhamos para o suicidio colectivo. Uma empresa que mata um engenheiro (Tom Ogle) porque ele descobre o busilis da questão, a mobilidade com combustão reduzida de combustíveis fósseis, é uma empresa que não tira a vida a uma pessoa, pior, tira milhares de vidas e empurra o colectivo para o abismo. A Europa tem as mãos cheias de sangue. Enche a boca para falar de direitos humanos mas comporta-se como uma potência que pouco ou nada se distingue de todas as outras, com o desígnio, ou o defeito de que se encontra a empobrecer, achando que consegue contrariar esse empobrecimento com a islamização da Europa, com a vinda massiva de cidadãos oriundos de outras geografias mas que professam religiões que anulam a mulher por completo. A religiosidade social é um dos males do mundo. Vai contra a evolução pessoal e colectiva das pessoas, da sua felicidade e do seu progresso. A humanidade não pode continuar a considerar o Produto Interno Bruto como indicador de desenvolvimento de um país. Não o é. A mão de obra escrava que se encontra disponível no mundo não pode acalentar as realizações loucas de um imberbe empresário. Se Elon Musk acha que há poucas pessoas na terra talvez ele próprio queira dispender, abdicar e distribuir o seu dinheiro pelas mulheres, já que são elas que geram vida. Usar a cultura ou a religião como escudo dogmático de que é mais homem quem tem mais filhos é puramente abjecto e repugnante. Maria e José só tiveram um e bastou-lhes. Voltamos sempre ao mesmo. Sexo e dinheiro. As duas coisas que fazem andar o mundo. Infelizmente, o amor não tem lugar nele. Homem é aquele que cria condições para que a mulher, seja a sua, seja a sua filha, a sua prima, a sua vizinha, tenham condições de vida que lhes permita estar bem. Estar bem é, apenas e só, ter dignidade, ter o mínimo, o básico. A humanidade inferiorizou a condição feminina por demasiado tempo. Temos dois ou três dias idiotas de calendário e uma desigualdade tremenda, uma dependência tremenda, uma carga de trabalhos tremenda e ainda é suposto estarmos bem....Como? O mundo não se consegue mudar, de podre que está. As pessoas estão cada vez mais estranhas, desorientadas, tristes, oprimidas. Os tempos que se aproximam não são bons. A paz acabou. O mundo em que vivemos também....Só conseguimos mudar o "nosso" pequeno mundo, e mesmo esse exige muito de nós. Dizem que em 2030 não teremos nada e seremos felizes....Creio que vendem a parte realista como verdadeira e a parte fantasiosa também....Não porque a posse ou propriedade de bens materiais nos faça tristes ou felizem, mas porque o controlo tecnológico da sociedade fará de nós autómatos, que, para sobrevivermos, teremos de pôr um chip plantado de artificial felicidade, pois tudo acima disso será inacessível e controlado, pelos verdadeiros donos disto tudo....A profecia de Aldoux Huxley torna-se cada vez mais uma realidade....E agora? Vem "o estrangeiro" de Camus? ....Cuidado com os estrangeiros....São......imprevisíveis......

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