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Utopias Concretizaveis

Utopias Concretizáveis é um espaço em busca de um mundo melhor, através dos sentidos, sentimentos e pensamentos da autora, nas suas reflexões intimistas e, quiçá, inspiradoras, marcadamente politizadas.

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13
Jan24

Programa de Governo

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Não faço a mínima ideia como se faz e elabora um programa de Governo. Alguns cidadãos falam que ninguém de facto os lê, os jornalistas parece acharem alguns pontos principais nos programas elaborados e publicamente apresentados. As instituições políticas, partidos políticos incluídos já possuem máquinas de comunicação política bem formada para determinar o agenda-setting e realçar os principais focos de relevância política nestes instrumentos de apresentação. Ora, se por um lado, ao que parece, ninguém lê programas de governo, por outro lado, o sistema eleitoral português encontra-se desenhado para que os portugueses votem em representantes do seu distrito à Assembleia da República, facto que, a par da ignorância acerca dos programas de governo, também acontece (o desconhecimento sobre quem são os seus representantes locais). Ambas as realidades permitem aferir a necessidade de aprofundamento da cultura política e da democracia, num sentido mais amplo.Como ninguém me conhece a mim cometo a ousadia de discorrer sobre o que colocaria no "meu" programa de governo:  em primeiro lugar, um reforço daqueles que são os pilares de um Estado de Direito Democrático, que se traduziriam num reforço das áreas da Defesa e Soberania, aumento das verbas para as polícias, educação para o respeito pela autoridade, reforço das forças armadas incluindo projectos de investigação tecnológico nestes domínios bem como reforço de recursos humanos e aposta tecnológica ao nível da aplicação da AI no sector da justiça; em segundo lugar, e relacionado com tudo aquilo que por algum motivo é conotado com valores de direita que é, no sector da educação, aposta nas melhorias de condição de ensino e de aprendizagem, disciplina, rigor, exigência e possibilidade de recurso de mecanismos de resolução de factores desestabilizadores ao bom funcionamento de uma escola, alteração e estabilização de programas educativos, apostando sobretudo em três áreas: educação científica, lingua materna e estrangeira, porquê? porque é a ciência e as engenharias que fazem avançar o mundo e o progresso, e porque é fundamental uma compreensão e estímulo da comunicação como factor chave para a vivência em sociedade, e a lingua estrangeira, o inglês porque considero ser imperioso termos um conhecimento da lingua inglesa ao nível nativo para, num mundo digital, podermos competir em qualquer área de trabalho com os trabalhadores de todo o mundo que têm a lingua inglesa como lingua nativa, dada a facilidade cada vez maior em trabalhar remotamente para empresas de qualquer canto do mundo, as empresas, "donas disto tudo", e todas as outras....só competindo e conseguindo estes trabalhos poderemos igualar o nível salarial que tanto ambicionamos, o nível salarial dessas pessoas nesses países, sem termos de nos deslocalizar, se assim o desejarmos....a lingua inglesa é a lingua de referência de comunicação em metade do globo e países como a Irlanda, India e Filipinas beneficiam apenas por causa deste factor. Se nos restringirmos à nossa lingua portuguesa estaremos condenados a um mercado de 10 milhões + 250 milhões potenciais que estão a anos luz de nós.....se nos tornarmos bilingues com o inglês temos um mercado de cerca de 3 biliões de pessoas....Faz, absolutamente, toda a diferença! Muita matemática, muito inglês, mais exigência com as aprendizagens. Sabemos que teremos no futuro de enfrentar vários desafios laborais nomeadamente os que advêm da Inteligência Artificial e da Robótica e portanto temos de perceber quais serão as exigências, as habilidades que irão ser necessárias no futuro e adequar o ensino presente a elas...outra mexida seria dotar os alunos de habilidades de autonomia individual, em contexto escolar, medidas sem custos e com ganhos incalculáveis....para além disso, apostar em sectores de aprendizagem e sectores económicos com potencialidades de escalabilidade mundial (não foi por acaso ou à toa ou por coincidência que o século XX foi dominado pelos americanos.....). Na área da saude aposta na prevenção e educação para a saude e reorço de profissionais competentes e qualificados. Tanto na área da saúde como na área da justiça como na área da educação fazem falta os para....Paramédicos, parajuízes, para-educadores. São profissionais de apoio que têm quase as mesmas funções e habilidades do que os que coadjuvam mas não se confundem com estes, traduzindo-se em maior eficiência, menor custo, e mais rapidez no apoio ao trabalho quotidiano destes profissionais. Coisa que não existe neste país e que existe e outros mas que acredito não viesse a ser, assim, por algum motivo, popular.....No sector economico, perceber que as fragilidades advém da falta de conhecimentos do tecido empresarial portugues sobre o saber fazer, outra das apostas que haveria de ser feita na educação. O saber fazer, alguma coisa que seja, nem que seja o ofício dos pais é de extrema importância. Acredito que reside no não saber fazer melhor, mais eficiente, o problema da economia portuguesa. Os portugueses se fossem ensinados a tal seriam excelentes trabalhadores dos mais diversos sectores de actividade. E daqui passo ao ponto seguinte: os movimentos migratórios, criar atrativos para os portugueses voltarem, dar todo o apoio possível aos portugueses que estão fora e se sentem desamparados e abandonados pelo seu país de origem, e, sobretudo, criar quotas de imigrantes, abrindo uma passadeira vermelha para aqueles que viessem para Portugal com a intenção e concretização durante 6 anos de empregar metade de trabalhadores portugueses no mesmo nível/categoria profissional,( ou seja, 6 engenheiros 3 estrangeiros e 3 portugueses e 6 empregadas limpeza 3 estrangeiras e 3 portuguesas ao invés de 6 engenheiros estrangeiros e 6 empregadas limpeza, como exemplo rápido e simples de explicar), simplificação burocrática  e beneficios fiscais para todos estes estrangeiros imigrantes que vêm criar postos de trabalho em Portugal, mas para todos os outros quotas exigentes, ao nível do conhecimento da lingua à entrada, ao nível das causas de justificação da mudança para o nosso país que não pode ser, para nenhum humanista, uma porta escancarada para o espaço schengen, um refugio sem condições dignas pois ninguém deve ser obrigado a viver em camaratas anos a fio, respeito pelos valores básicos ocidentais, sem restrição de liberdades mas com dignidade para com todos, sobretudo para com as mulheres, muitas das quais animalescamente tratadas nas tradições de uma parte dos que nos procuram para viver e quotas rigorosas para os que julgam vir usufruir da Califórnia da Europa, muito menos com as altas benesses que lhes foram dados no passado recente. Passando deste, para o outro tema, directamente impactado por este, a habitação: busca de formas alternativas e sustentáveis de construção, desburocratização máxima aos investidores do sector, revisão extraordinária dos PDM's de todas as autarquias do país e benefícios fiscais aos investidores do sector nas zonas de baixa e média densidade populacional. E passando da abitação para a coesão territorial, concretização da regionalização e alto fomento de parcerias publico/privadas das políticas do primeiro sector de produção com o gigante nosso irmão, o Brasil, que no seu pujante agro-negócio mundial, tanto nos terá para ensinar. Passando de sector, aposta na mobilidade rápida, através de um novo aeroporto e um TGV, bem como na reindustrialização e alteração do tecido económico português para, concretizando os desafios da estratégia ESG, para um mundo livre de poluição sobre todas as formas a caminho de um país de futuro, ambientalmente neutro, econonmicamente fortalecido e mundialmente competitivo. Recordo que a União Europeia será sempre o caminho para um desenvolvimento harmonioso do país, pois eles detém parte da nossa soberania e "metem o dedo" em tudo o que cá se faça, necessitando nós de uma nova e reforçada abordagem perante os nossos congéneres europeus, fazendo-os recordar que enquanto a Europa empobrece os Estados Unidos enriquecem....Reflectir sobre o mundo para lá do nosso mundo é de extrema relevância e importância uma vez que há mundo para além das nossas fronteiras e que não nos podemos responsabilizar ou trazer a nós as desgraças dos outros mas sabermos, em primeiro lugar tomarmos conta de nós, sabermos que caminho tomar para construir um país invejável e desejável, pequeno em tamanho mas grande na sua pujança económica....Outros, europeus e asiáticos, mais pequenos e em duas gerações fizeram-no...Nós também somos capaz....

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